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12/04/2019 | 19:35 | Polícia

Assassinada há um ano e três meses, contadora será sepultada neste sábado, no noroeste do RS

Realização de perícias explica a demora para a liberação do corpo, encontrado em janeiro deste ano

Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, desapareceu em janeiro do ano passado - Arquivo pessoal / Divulgação


O sepultamento do corpo da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, ocorre neste fim de semana, quase três meses após o encontro do cadáver e mais de um ano depois do desaparecimento. A demora na liberação para que os familiares realizassem os serviços fúnebres se explica pela realização de perícias. 


Segundo o filho da contadora, Rômulo Trentin, 27 anos, a família pretende realizar o velório em Vila Trentin, no interior do município de Jaboticaba, a partir das 8 horas de sábado (13). A cerimônia ocorrerá no ginásio da comunidade. Às 16h está prevista missa de despedida e, em seguida, o sepultamento do corpo no cemitério de Boa Vista das Missões. Antes de morrer, em dezembro, o pai de Sandra, Agileu Trentin, 72 anos, pediu que, caso fosse encontrada sem vida, a filha fosse sepultada no mesmo túmulo que o dele. Desejo que a família pretende atender agora. 


A irmã, Cátia Denise Lovis Trentin, 41 anos, afirmou que poder fazer o sepultamento de Sandra, como havia sido pedido pelo pai, traz certo conforto para os familiares. Os restos mortais da contadora foram encontrados enterrados, em área de mato, no limite com o município de Condor, quase um ano depois dela desaparecer em Palmeira das Missões. 


— Será o fim desse sofrimento, dessa espera toda. Acho que a partir de agora nossas vidas serão retomadas. Poderemos seguir em paz, com nossa alma e coração descansados — declarou. 


Do desaparecimento à descoberta de crime


Sandra residia em Boa Vista das Missões com o marido, Paulo Landfeldt, e três filhas. Ainda era mãe de um jovem, de um relacionamento anterior. Em 30 de janeiro do ano passado, seguiu até Palmeira das Missões para resolver questões de trabalho. Nunca mais retornou. A caminhonete foi encontrada no mesmo dia. 


Ao longo das investigações, um suspeito foi preso e confessou ter matado Sandra com um tiro no peito, a mando do marido dela. Ismael Bonetto, 22 anos, mudou de versão uma semana depois. Ele alega que tentou extorquir o vereador e que não teve envolvimento na morte. Landfeldt, que chegou a ser preso, mas atualmente responde ao processo em liberdade, também nega que tenha mandado matar a esposa.  


Os dois se tornaram réus por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo foi encontrado em um matagal a cerca de 40 quilômetros de onde ela desapareceu. Cartões bancários em nome de Sandra também estavam no local. 


A Promotoria aguarda os laudos restantes para decidir se fará um complemento à denúncia, que foi encaminhada à Justiça antes do corpo ser encontrado. Caso isso ocorra, a instrução do processo pode ser reaberta, inclusive com o depoimento de novas testemunhas. 


O que dizem os réus


Ismael Bonetto 


Ao contrário do MP, no entendimento da defesa de Bonetto, as perícias não são conclusivas sobre a causa da morte por disparo de arma de fogo, o que abre a possibilidade de que o crime tenha ocorrido de outra forma. No primeiro depoimento, ele havia afirmado à polícia que assassinou a contadora com um tiro no peito em troca de pagamento por parte do vereador. Em entrevista à GaúchaZH, em janeiro, o preso disse que tentou extorquir o marido da vítima. 


— Tentei me aproveitar da situação, extorquir, tirar dinheiro dele — disse.


Paulo Ivan Baptista Landfeldt


O marido de Sandra também nega envolvimento na morte. O vereador chegou a ficar preso por quatro meses.  Em janeiro deste ano, em entrevista à GaúchaZH, mostrou-se surpreso ao saber que a ossada da contadora havia sido localizada. 


— Espero que investiguem e cheguem a quem fez isso — declarou. 


Ele ofereceu recompensa de R$ 30 mil para quem repassasse informações sobre o caso. 

Fonte: Gaúcha ZH

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