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10/05/2019 | 06:32 | Polícia

Perícia aponta que assaltante morreu por doença enquanto fugia da polícia em Porto Xavier

Alfredo Alberto Kall / Rádio Navegantes


A análise inicial de técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que Alexandre Pacheco da Silva, 44 anos, o segundo assaltante encontrado morto após o roubo ao Banco do Brasil de Porto Xavier, não foi atingido por tiros. O cadáver foi encontrado na quarta-feira (8) por um agricultor na área rural entre os municípios de Campina das Missões e Porto Lucena. O corpo estava com a cabeça reclinada em uma mochila carregada de dinheiro e com as mãos em um fuzil.


Com isso, a principal possibilidade de causa da morte gira em torno de doenças que o criminoso tinha desde antes de participar do roubo e não da morte em confronto, como se acreditava inicialmente. Segundo familiares, Silva era diabético e apresentava quadro grave de bronquite. A suspeita de policiais é de que ele não tenha resistido a tantos dias sem insulina, agravando as outras enfermidades.


“Ficamos curiosos: como é que ele morreu sem nenhum tiro? Aí a informação dos familiares, que fechou corretamente e que ele tinha diabetes, bronquite e já estava mal” informou o delegado Heleno dos Santos.


Silva não estava na lista de suspeitos envolvidos no crime divulgada pela Polícia Civil, mas a investigação não excluía a hipótese da participação de outros criminosos, o que foi confirmado após a identificação feita pelo IGP. Na sua ficha criminal, constam assalto e homicídio.


O suspeito era natural de Gravataí, na Região Metropolitana. Ele respondia a processo por ter participado de outros dois assaltos que também causaram grandes transtornos a regiões do Rio Grande do Sul: os roubos simultâneos em no município de Farroupilha e outro em Triunfo, ambos em 2008.


O criminoso, inclusive, já havia sido preso pela Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais em Cidreira, no Litoral Norte.


Outros presos


Até agora, cinco suspeitos foram presos e dois encontrados mortos. Um dos capturados é policial militar da reserva e teria organizado e auxiliado na logística do roubo. O soldado da BM Fabiano Heck Lunkes, 34 anos, morreu após o roubo, ao ser atingido durante um tiroteio no cerco. 

Fonte: Alfredo Alberto Kall / Rádio Navegantes

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