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08/08/2014 | 18:31 | Geral

Cooperativas negam álcool no leite, mas promotor defende que há fraude

Representantes da Piá e da Santa Clara foram ouvidos nesta sexta-feira e devem entregar novos documentos em até 20 dias

O presidente da Cooperativa afirmou que a empresa faz mais de 100 mil exames mensais em todas as etapas do leite (Foto: Vanessa Kannenberg / Agência R


Em audiências individuais no Ministério Público nesta sexta-feira, a Cooperativa Agropecuária Petrópolis (Piá), de Nova Petrópolis, e a Santa Clara, de Carlos Barbosa, garantiram que não há álcool no leite in natura ou no produto final das empresas, vendido aos consumidores e apresentaram documentos com testes que comprovariam a qualidade. 


Mas, ao final das reuniões, o promotor de Defesa do Consumidor, Alcindo Bastos, que coordena as investigações, defendeu que há fraude, numa variação daquelas que a Operação Leite Compen$ado apurou, com o mesmo objetivo: aumentar o lucro. Mais do que isso, Bastos deu indícios de onde estariam sendo feitas as adulterações:


— Se houve falha, foi no caminho entre o produtor e o transportador. Acredito que as empresas, se erraram, pois ambas são idôneas, foi no controle de qualidade — afirmou o promotor.


Primeira cooperativa a se reunir com o promotor, após quase duas horas de conversa, a Piá falou com a imprensa.


– Queremos tranquilizar os nossos consumidores que eles não ingeriram produto adulterado e que podem continuar comprando a marca Piá – afirmou Gilberto Kny, presidente da Cooperativa.


Ele também destacou que a empresa faz mais de 100 mil exames mensais em todas as etapas do leite e que os lotes em que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) detectou álcool haviam sido submetidos a testes que deram negativo para a presença da substância.


– Confiamos 100% que não houve presença de álcool – acrescentou


Santa Clara questiona metodologia do Ministério


A cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, questionou ao Ministério da Agricultura qual a metodologia foi utilizada nos testes que teriam detectado álcool etílico. Alexandre Guerra, diretor administrativo da empresa, explicou que mais de 6 mil exames são feitos por dia na empresa e que cada lote de leite passa por três análises antes de chegar na indústria.


– Nos surpreendeu muito esta divulgação do Ministério porque temos laboratórios bem equipados e que não detectaram álcool – afirmou.


As cooperativas devem voltar a se reunir com a Promotoria de Justiça Especializada em Defesa do Consumidor em 20 dias.

Fonte: Zero Hora

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