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02/02/2016 | 06:38 | Praia Notícias | Política 'Na chegada, já tinha certificado. Era assinar e ir embora', diz vereadora de Tijucas sobre cursos em Curitiba

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS


No dia 20 de janeiro, a Deic, da Polícia Civil, apresentou o resultado do inquérito da operação Iceberg, que indiciou 47 pessoas, incluindo 27 servidores comissionados e todos os 13 vereadores da Câmara de Tijucas, na Grande Florianópolis. A denúncia de R$ 550 mil em gastos da Câmara considerados irregulares foi ignorada pelos vereadores durante a primeira sessão legislativa do ano, realizada nesta segunda-feira, 1º. O inquérito aguarda apreciação da promotoria da Moralidade de Tijucas.


De todos os vereadores, a única a falar com a imprensa foi Lialda Lemos (PSDB), autora de denúncia sobre desvio de verba com telefonia em 2014, que posteriormente gerou a investigação sobre as diárias para cursos em Curitiba (PR). Lialda também foi indiciada, mas admite que errou.


Três vereadores de Tijucas são presos em investigação da Deic 


– Em 2013, fui três vezes a Curitiba, em todas a gente ia em um local no centro, mas não tinha curso. Havia apenas um homem que ficava conversando com a gente na porta. Na chegada, já tinha um certificado e lista de presença, então era só assinar e ir embora. Outras duas viagens em 2015 foram da mesma forma. Acho que errei em não devolver a verba recebida – diz a vereadora.


Durante a sessão legislativa, que durou cerca de 50 minutos, os vereadores se limitaram a escolher os integrantes das comissões permanentes da Casa. Questionados, servidores mantiveram silêncio sobre o inquérito apresentado pela Deic. O advogado Márcio Rosa defende dez vereadores indiciados:


– O inquérito possui quase 3 mil páginas, então estou estudando o caso e esperando a resposta do Ministério Público de Santa Catariana (MPSC). O que posso dizer é que todos os menus clientes fizeram os cursos e têm como comprovar os gastos.


No município de pouco menos de 30 mil habitantes, a investigação que envolve todos os vereadores e vários servidores não parece ser prioridade. Numa farmácia no centro da cidade, o proprietário disse que pouco se fala sobre o tema nas ruas. Ao lado, na padaria, a atendente afirma saber ¿mais ou menos¿. A única reação mais forte vem de um frentista: "Todos deveriam estar na cadeia". No entanto, a voz solitária de protesto não chegou ao plenário da Câmara, quase vazia durante a primeira sessão do ano.  


A operação


A operação Iceberg foi liderada pelo delegado Walter Watanabe, que entregou o inquérito final ao MPSC no dia  20 de janeiro. O documento apontou R$ 550 mil em despesas irregulares em diárias e pagamentos e cursos inexistentes. Os crimes encontrados foram peculato, associação criminal, falsidade ideológica, concussão e fraude processual majorada. O caso está sendo analisado pela promotoria da Moralidade Pública e Tijucas. A assessoria do MPSC informou que ainda não há previsão de resposta da análise da promotoria. 


Vereadores:


Lialda Lemos (PSDB)


Elizabete Mianes da Silva (PMDB) *Atual Presidente da Câmara


Eder Muraro (DEM)


Vilson José Porcincula (PP)


Paulo Sartori (PT)


Sidney Machado (PTB)


José Leal Silva Junior (DEM)


Antídio Pedro Reis (PMDB)


José Roberto Giacomossi (PSD)


Fernando Fagundes (PMDB)


Sérgio Murilo Cordeiro (PMDB)


Edson José Souza (PMDB)


Luiz Rogério da Silva (PMDB)

Fonte: Diário Catarinense


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