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05/02/2016 | 10:23 | Praia Notícias | Geral Aumento de algas ligado ao esgoto gerou mancha em Perequê, diz Univali Poluição é um dos fatores que levaram à proliferação, segundo estudo.

Esgoto é lançado em vários pontos do Rio Perequê, segundo pesquisa (Foto: Bianca Ingletto/RBS TV)


Pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) divulgaram nesta quinta-feira (4) que a proliferação de microalgas foi a causa da mancha que apareceu na Praia do Perequê, em Porto Belo, no Litoral Norte, em janeiro. A alteração da cor foi registrada em 17 de janeiro em imagens aéreas.


Pelo estudo dos ocenaógrafos da Univali, a provável causa da mancha foi uma proliferação de microalgas, que podem ser da Lagoa do Perequê. Segundo oes pesquisadores, esse aumento foi possivelmente causado por quatro fatores: a alta concentração de nutrientes inorgânicos, ambiente estagnado, alta temperatura e alta luminosidade.


Desses, apenas a alta concentração de nutrientes inorgânicos está relacionada à atividade humana e pode ser gerenciado. Segundo a Univali, isso ocorreu por causa de lançamentos de esgoto doméstico.


No dia 21, a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) também divulgou laudo do local, que apontou que a presença de microalgas na foz do Rio Perequê poderia estar entre as causas da mancha no mar. A presença de ácido produzido pelos mangues somado ao forte calor da estação podem estar relacionados à mudança na coloração da água, segundo a Fatma.


Pela nova análise, também foi possível afirmar que o esgoto, vindo dos municípios de Porto Belo e Itapema, é lançado em diversos pontos no Rio Perequê e afluentes. Porém, a pesquisa também indicou que a estação de tratamento de Itapema consegue remover 99,999% dos coliformes fecais antes do lançamento no rio.


Preocupação com o futuro


Os oceanógrafos alertaram que há uma tendência para o aumento da urbanização na região para os próximos anos. Caso ele ocorra de forma desordenada, sem planejamento do saneamento básico, a consequência será o aumento do lançamento de esgoto no rio e afluentes e, posteriomente, na praia. Com isso, podem ocorrer mais manchas.


Em estágios mais avançados, esse cenário poderia evoluir para o aumento da ocorrência de doenças transmitidas pela água, o que afetaria a saúde pública.


Também poderia haver uma redução drástica da concentração de oxigênio na água e, consequentemente, a morte de organismo aquáticos no rio e afluentes.


Os pesquisadores enfatizaram que é possível reverter a situação. Eles recomendam o acompanhamento ambiental contínuo.


As 16 coletas em diferentes pontos para a análise foram feitas três dias após o aparecimento da mancha e foram acompanhadas por representantes da Fatma.


Investimento em saneamento


O prefeito de Porto Belo, Evaldo José Guerreiro Filho, afirmou que não foi avisado do resultado do estudo da Univali e que atua em "duas frentes" para melhorar o saneamento no município: "combater o esgoto clandestino através da fiscalização e fechar um contrato definitivo com a Casan e obter recursos no investimento em água e esgoto".


A Prefeitura de Itapema informou que não tem conhecimento do estudo da Univali e que fez um estudo próprio dos locais onde o esgoto deságua. Porém, o resultado não havia saído até a noite desta quinta.


Também informou que revistou nesta quinta todos os lacres colocados em 26 de janeiro em saídas de esgoto clandestinas e que todos continuavam no lugar. Na sexta (5), as casas de onde esses dejetos saíam deverão ser notificadas.

Fonte: G1


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