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10/08/2017 | 07:46 | Política ''Farra das passagens'': MPF denuncia ex-deputados Beto Albuquerque e Luciana Genro Segundo procuradores, os dois gaúchos (dentre um total de 72 deputados denunciados) gastaram de forma indevida verba pública com bilhetes aéreos

Foto: Montagem sobre fotos: Omar Freitas e Luis Macedo /Agência RBS/Câmara dos Deputados


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, na terça-feira (8), 72 ex-deputados ligados ao escândalo conhecido como "farra das passagens aéreas". Entre os envolvidos cujos nomes constam em algum dos 28 inquéritos, dois são gaúchos: Beto Albuquerque (PSB) e Luciana Genro (PSOL), que gastaram, juntos, R$ 241,6 mil em viagens de avião de 2007 a 2009. Todos foram denunciados pelo crime de peculato, quando um servidor se apropria de dinheiro público para seu proveito ou de outra pessoa.


Segundo o MPF, os 72 investigados gastaram irregularmente, de 2007 a 2009, cerca de R$ 8,5 milhões em passagens aéreas para si, familiares, assessores e conhecidos — muitas delas a passeio. Segundo documentos incluídos nos inquéritos, 43 ex-parlamentares chegaram a ter mais de 200 bilhetes emitidos em nome de terceiros durante o período investigado. No Exterior, os destinos mais comuns eram Miami, Paris e Buenos Aires.


Gaúchos denunciados


Segundo os procuradores, Beto Albuquerque teria gasto de forma irregular R$ 44,5 mil, em 75 passagens. Luciana Genro, por sua vez, R$ 197,1 mil, em 233 passagens. À época, descobriu-se que ela havia bancado passagens para que o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações da Operação Satiagraha, palestrasse no Rio Grande do Sul sobre a luta contra a corrupção.


Em nota, Luciana afirma que seu mandato tinha, como regra, utilizar as passagens para fazer política e apoiar lutas, como a luta contra a corrupção, e afirma que ficará à espera de a Justiça aceitar ou não a denúncia.


"Aguardarei com tranquilidade a decisão do juiz, se ele aceitará a denúncia ou não, e também o acesso aos argumentos do MPF para me denunciar por usar passagens aéreas de forma absolutamente legal na época. (O) Uso que fiz (foi) de forma totalmente condizente com as necessidades políticas do meu mandato. O MPF faz o seu trabalho oferecendo a denúncia, o juiz deverá fazer o dele, aceitando ou não a denúncia, e eu farei o meu, demonstrando a legalidade e a moralidade da minha conduta", escreveu Luciana.


Por meio de comunicado enviado por sua assessoria de imprensa, Beto Albuquerque afirmou que sempre respeitou "rigorosamente as regras e os limites fixados pela Câmara dos Deputados.

Fonte: Rádio Gaúcha


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