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09/09/2017 | 20:00 | Esporte Pouco inspirado, Grêmio é derrotado pelo Vasco Equipe carioca marcou no primeiro tempo, com Mateus Vital

Foto: Paulo Fernandes /Vasco/ Divulgação


Corpo em São Januário, cabeça no Engenhão. Disposto a reduzir ainda mais a distância do líder Corinthians, Renato foi sensível ao apelo dos torcedores e escalou quase todos os titulares no São Januário de portões fechados. Não adiantou. Na prática, os jogadores valorizaram mais o confronto de quarta (13), contra o Botafogo, pela Libertadores, e tiveram um pífio desempenho no primeiro tempo.


Apesar do absoluto controle do jogo, o Grêmio teve uma modesta produção ofensiva. Muito por conta do posicionamento excessivamente defensivo do Vasco que, mesmo em casa, procurou primeiro evitar que o adversário criasse, para só arriscar em contra-ataques, sempre a partir da criação de Nenê.


Foram somente três conclusões do Grêmio. A mais perigosa delas a primeira, a 16 minutos, quando Ramiro quase marcou por cobertura. Na segunda, em cruzamento de Léo Moura, Fernandinho torneou de cabeça, sem direção. A última foi a cobrança de falta de Edilson, a 34, mas a bola tomou muita elevação.


Não havia a rapidez habitual nos deslocamentos e muito menos na troca de passes. O Grêmio parecia um time desfocado, como que sem saber o que fazer com o espaço que se abria pela sua frente, pelo menos até chegar nas proximidades da área do Vasco. Pior foi quando a equipe perdeu a concentração na marcação. Foi o que permitiu o inesperado crescimento do time carioca, que quase marcou aos 35 minutos. Madson cruzou da direita e Nenê, desmarcado, chutou rasteiro, com perigo, pelo lado esquerdo de Grohe.


Aos 42, o descuido defensivo foi fatal. Lançado por Nenê, Ramon percebeu que Mateus Vital aparecia sem marcadores por trás da defesa, fez o cruzamento da esquerda e o meia completou para a rede: 1 a 0.


Restava a expectativa pelo que Renato pudesse dizer ao time para modificar a postura no segundo tempo. E, logo nos minutos iniciais, percebeu-se uma determinação maior, embora não traduzida em arremates. Com exceção do desferido por Fernandinho, a 13 minutos, outra vez sem direção. O Vasco repetia a estratégia do primeiro tempo e oferecia campo, que o Grêmio pouco aproveitava. O marasmo fez com que Renato trocasse Léo Moura por Everton.


A maior posse de bola pouco adiantava contra um adversário determinado apenas a se defender. Até os zagueiros passaram a atacar, como Kannemann, a 28 minutos, em jogada que resultou em cruzamento afastado pela defesa.


Quase repetiu-se a primeira etapa. A 32 minutos, Marcelo Grohe salvou nos pés de Bruno Paulista e evitou o segundo gol. A resposta veio no bom arremate de Fernandinho, defendido por Martín Silva.


Com Patrick e Arroyo, Renato fez as últimas tentativas para o empate. A essa altura, mesmo Bressan e Michel já haviam se convertido em atavcantes e desperdiçaram chances dentro da área.

Fonte: Rádio Gaucha


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