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12/09/2017 | 12:53 | Geral Manifestantes preparam atos durante depoimento de Lula a Sérgio Moro em Curitiba Expectativa de público menor do que no primeiro depoimento reduziu efetivo policial previsto para esta quarta-feira

Foto: Ricardo Stuckert /Divulgação


A quarta-feira (13) será mais um dia de mobilização em Curitiba. A capital paranaense, que vive há três anos e meio o clima tenso da Operação Lava-Jato, será o centro das atenções do país mais uma vez. É que quatro meses depois de prestar o primeiro depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a sentar no banco dos réus da 13ª Vara Federal de Curitiba. Atos de apoio à Lava-Jato e a Lula estão marcados para esta quarta.


A Frente Brasil Popular realizará manifestação na Praça Generoso Marques, no Centro. A "Jornada de Lutas pela Democracia" espera reunir, a partir das 15h, cerca de 2,5 mil pessoas, número bem menor do que os 4 mil manifestantes registrados no primeiro depoimento de Lula a Moro.


A partir das 15h, o ato terá apresentações culturais, como a do músico Pereira da Viola, de Minas Gerais, e uma aula pública sobre os métodos utilizados pela Operação Lava-Jato. A atividade terá a presença do ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. O jurista é crítico à forma como a operação atua.


Por volta das 18h, começa o ato político que deve contar com a presença de Lula após o depoimento. Em maio, o ex-presidente discursou após a audiência.


Já os grupos que apoiam a Lava-Jato não quiseram adiantar detalhes da mobilização desta quarta-feira, alegando questões de segurança. A concentração de público será no Museu Oscar Niemeyer, no bairro Centro Cívico. A expectativa é de que cerca de 500 pessoas participem, número semelhante ao de maio. Conforme Narli Resende, dos movimentos Curitiba Contra a Corrupção e Acampamento Lava-Jato, apoiadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de manifestantes da cidade, já confirmaram presença.


– Não é especificamente contra o ex-presidente. O nosso apoio é contra a corrupção. Quanto maior o cargo, mais indignadas as pessoas ficam – afirma Narli.


Por decisão judicial, o quiosque montado há um ano e meio em frente ao prédio da Justiça Federal precisou ser desmontado.


A Secretaria de Segurança Pública do Paraná reduziu pela metade o efetivo na operação desta quarta. Serão 1,5 mil agentes de segurança. O motivo é a expectativa menor de público.

Fonte: Rádio Gaúcha


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