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10/11/2017 | 15:42 | Praia Notícias | Polícia Mulher morta pelo marido em SC disse à irmã minutos antes que tinha medo de ele invadir a casa e se esconder Homem se escondeu no banheiro da casa antes de atear fogo na mulher e no filho. Julgamento de agressores em casos de violência doméstica pode levar anos

Crime aconteceu na casa da família, no bairro Itoupava Central (Foto: Vanessa Moltini/NSC TV)


mulher que morreu em outubro após ter o corpo queimado pelo marido em Blumenau, no Vale do Itajaí, chegou a enviar um áudio para a irmã minutos antes do incêndio. Ela falou da aflição com a possibilidade de o ex-companheiro aparecer em casa.


“Tudo trancadinho, tudo direitinho aqui dentro. Entramos com o Biel, fomos peça por peça, olhamos por baixo das camas, as janelas tudo fechadinho, do jeito que eu deixei. E nada né, graças a Deus, olhamos por baixo da cama e tudo. Mas só que daí o meu banheiro ele tem uma janelona grande, sabe. Daí eu deixo e falo pros piá não deixar a porta do banheiro com a chave pra dentro, entendeu, porque se ele quiser, ele pula a janela e fica no banheiro”, disse Roseli Caldas Costa, de 44 anos.


Só deu tempo de Roseli ouvir quatro das cinco mensagens de respostas enviadas pela irmã. Oito minutos depois, a filha do casal, que mora no andar superior da edificação, começou a pedir socorro para a polícia.


O ex-marido estava de fato escondido no banheiro e jogou gasolina e ateou fogo em Roseli e no filho deles, no dia 22 de outubro. Ele também se queimou. Roseli morreu no hospital na madrugada do dia 23 de outubro. Carlos Osmar Costa, de 47 anos, morreu uma semana depois. O filho, de 11 anos, continua internado.


Medida de afastamento


A advogada Rosane Martins, que acompanha o caso, informou à NSC TV, Roseli e Carlos estavam separados, apesar de morarem juntos. Na quarta-feira antes do crime, um oficial de Justiça entregou uma medida de afastamento e ele não poderia mais morar no local. Isso depois que Roseli solicitou uma medida protetiva, ainda em outubro, informando que sofria agressões.


Após a entrega do documento, o homem ficava circulando pela localidade, como relatou uma vizinha à NSC TV.


A Delegacia Regional de Blumenau informou que Roseli já havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência contra o companheiro.


Em 2015 foi registrado o primeiro, por ameaça e injúria. Em 2016 a polícia instaurou inquérito contra Carlos Costa por violência doméstica. Este ano foram mais dois boletins registrados por ameaça. Uma vizinha contou que Roseli queria se separar, mas Carlos não aceitava.


Julgamento de agressores pode levar anos


O caso de Roseli chegou ao ponto mais extremo, mas nem todos os casos de violência doméstica terminam em morte. Mesmo assim, recorrer à Justiça para se proteger também não é uma garantia porque o julgamento do agressor pode levar anos.


Vanda Denize Luiz, por exemplo, procurou a polícia depois de levar o primeiro tapa do ex-namorado, em novembro de 2016. Ele chegou a ser preso, mas conseguiu o direto de responder em liberdade. O julgamento dele foi marcado para o dia 24 de abril de 2019, dois anos e cinco meses depois da agressão.


“Do que adiantou? Eu enfrentei o preconceito da sociedade e tudo e denunciei e o que vão fazer por isso? Nada? Aquele dia para mim simplesmente foi um inferno, como a gente vê nos filmes de terror”, disse Vanda.


Um dos motivos para essa demora é que só tem uma vara para julgar os casos no Fórum de Blumenau e ainda não é exclusiva. Ao todo são 412 casos, incluindo os crimes que o Ministério Público ainda nem conseguiu analisar. O andamento desses processos esbarra na falta de estrutura.


“Agendei todas as audiências e atingimos 2019, longe do ideal. Estamos trabalhando para tentar aproximar as pautas de audiência. O Tribunal de Justiça está estudando alguma medida que vai ser tomada. Provavelmente vai ter a instalação de uma nova unidade aqui na comarca de Blumenau, provavelmente em janeiro de 2018”, informou o juiz de direito Orlando Luiz Zanon Junior.
Fonte: G1


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