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Laudo aponta que bebê morreu de traumatismo em Santa Rosa
Trauma na cabeça da criança ocorreu nas últimas 24 horas de vida
Laudo da necropsia aponta que morreu de traumatismo craniano o bebê de 38 dias que chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
de Santa Rosa, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. A criança foi levada até o local pelos pais na madrugada de domingo (6).
O caso esta
sendo investigado pelo delegado Tiago Tescke, que é substituto na Delegacia Especializada da Mulher. Segundo o policial, o documento revela que a morte foi resultado de
"hemorragia decorrente de traumatismo". Por isso, foi descartada a hipótese de violência sexual contra a criança, primeira linha de investigação
levantada pela polícia.
A possibilidade de abuso ocorreu por "informações preliminares que o pessoal do atendimento nos passou", como
hematomas na região das nádegas e na perna esquerda, no contorno da virilha. "Eu acompanhei necropsia e verificamos algumas hipóteses. E, por isso, acabamos
descartando abuso."
O laudo da necropsia também aponta que o trauma na cabeça da criança ocorreu nas últimas 24 horas de vida e foi
provocado por um objeto "contundente". Por isso, a partir de agora o delegado pretende levantar o que ocorreu durante esse período. Os pais foram ouvidos ainda no domingo,
mas relataram não notaram nada de estranho com a criança antes de correrem para o hospital.
O pai disse que passou o sábado trabalhando,
das 7h às 19h, e que teve pouco contato com o bebê. "Ele a princípio, não viu nada de anormal. Inclusive não percebeu lesão alguma." O
homem só percebeu que a criança "estava apática e com a visão fraca" quando a mãe passou mal durante a noite.
Outras
pessoas que tiveram contato com o bebê serão ouvidos, entre familiares e vizinhos, observou o delegado. Os pais serão novamente chamados para depor. A
intenção de ouvir mais pessoas é esclarecer de que forma ocorreu a lesão. "Queremos ver lesão foi intencional ou dolosa (por descuido ou por
acidente). Definir de que forma, quem praticou", explicou o delegado.
Fonte: G1























































