Facebook Instagram X WhatsApp
Publicidade


| 10:50 | Segurança 4 min de leitura

Sócio da Kiss quer indenização do poder público por negligência

Defesa vai pedir mais de R$ 500 mil de indenização do poder público

Compartilhar:
Defesa vai pedir mais de R$ 500 mil de indenização do poder público
Elissandro Spohr, o Kiko, durante depoimento em Santa Maria (RS) (Foto: Hygino Vasconcellos/G1)
A defesa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios da boate Kiss, vai entrar, nesta segunda-feira (25) com um pedido de indenização contra o poder público. A alegação é de que  ele está sendo responsabilizado por erros cometidos pelas instituições e agentes públicos responsáveis pela fiscalização.
“Se o empresário é fiscalizado pelo Corpo de Bombeiros, pelos fiscais do município e pelo Ministério Público, tendo várias audiências com o promotor de Justiça, que autorizou o funcionamento da forma como estava, não é possível que ele seja responsabilizado como está sendo, tanto na esfera pública quanto na criminal por erros, falhas e incompetência do poder público”, explicou o defensor de Kiko, Jader Marques.
O processo pede uma indenização total de aproximadamente R$ 528 mil, correspondente ao pagamento de 40 salários mínimos de 15 pessoas e instituições que, de acordo com a defesa de Kiko, tiveram envolvimento na concessão das autorizações para a boate funcionar.
“Analisamos todas as licenças e alvarás concedidos pelos agentes públicos, bem como o material da época do acidente, e as manifestações dos são de que a boate estava de acordo com a legislação”, afirma Marques.
De acordo com Marques, em 2011 o Ministério Público indicou o engenheiro responsável pelo projeto que visava a contensão do vazamento de som da boate, no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelos sócios da Kiss com o MP. “Foi discutido e aprovado por ele (promotor Ricardo Lozza) em 2011, coma  realização da obra em 2012, e ai na cláusula 8 do TAC, o MP assumiu o compromisso de fiscalizar a obra. Foi ai que veio a negligência”, justifica o defensor.
De acordo com o advogado a obra não resolveu o vazamento e a espuma foi instalada, “ e ai, o MP ao invés de fiscalizar, determinou que fossem feitas as fotografias apenas e depois abandonou completamente o inquérito até o dia da tragédia", finzaliza.
O dinheiro, segundo o advogado, será doado para os familiares das vítimas.
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia matou 242 pessoas, sendo a maioria por asfixia, e deixou mais de 630 feridos. O fogo teve início durante uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira e se espalhou rapidamente pela casa noturna, localizada na Rua dos Andradas, 1.925.
O local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que mais de 800 estivessem no interior do estabelecimento. Os principais fatores que contribuíram para a tragédia, segundo a polícia, foram: o material empregado para isolamento acústico (espuma irregular), uso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, indício de superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.
Ainda estão em andamento os processos criminais contra oito réus, sendo quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio, e os outros quatro por falso testemunho e fraude processual. Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada. Segundo ele, o julgamento deve ocorrer até o final do ano. Sete bombeiros também estão respondendo pelo incêndio na Justiça Militar. O número inicial era oito, mas um deles fez acordo e deixou de ser réu.
Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso, na modalidade de "dolo eventual", estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos dias seguintes ao incêndio, mas a Justiça concedeu liberdade provisória a eles em maio de 2013.
Atualmente, o processo criminal ainda está em fase de instrução. Após ouvir mais de 100 pessoas arroladas como vítimas, a Justiça está em fase de recolher depoimentos das testemunhas. As testemunhas de acusação já foram ouvidas e agora são ouvidas as testemunhas de defesa. Os réus serão os últimos a falar. Quando essa fase for finalizada, Louzada deverá fazer a pronúncia, que é considerada uma etapa intermediária do processo.
No dia 5 de dezembro de 2014, o Ministério Público (MP) denunciou 43 pessoas por crimes como falsidade ideológica, fraude processual e falso testemunho. Essas denúncias tiveram como base o inquérito policial que investigou a falsificação de assinaturas e outros documentos para permitir a abertura da boate junto à prefeitura.

Fonte: G1

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade