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| 09:42 | Segurança 2 min de leitura

Remoção de veículo revoltou pais de vítimas da Kiss

Para familiares, caminhonete que era usada por sócio da danceteria, deveria ser reservada para o pagamento de indenizações

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Para familiares, caminhonete que era usada por sócio da danceteria, deveria 

ser reservada para o pagamento de indenizações
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
A remoção de uma caminhonete de um depósito revoltou pais de vítimas do incêndio na boate Kiss na manhã desta terça-feira. O veículo, uma Dodge Ram, com placas de Santa Maria, pertence à empresa Novaportal.
A caminhonete foi apreendida no estacionamento do supermercado Carrefour pela Polícia Civil após a tragédia, por estar sendo utilizada por Elissandro Spohr, o Kiko, um dos donos da casa noturna. O veículo foi encaminhado a depósito credenciado pelo Detran.
Os familiares alegam que a empresa tem como sócio Elizeo Spohr, pai de Kiko, e por isso, deveria ser reservada para o pagamento de indenizações, cujos processos tramitam na Justiça. Temendo que a caminhonete fosse enviada para desmanche, pais de vítimas foram ao depósito, em Camobi, para evitar a retirada do veículo do local.
Porém, conforme a Defensoria Pública do Estado, o veículo não está entre os bens bloqueados via judicial e que devem ser revertidos para o pagamento de indenizações. Na ação, movida pela Defensoria, constam uma caminhonete Hilux, pertencente ao outro sócio da danceteria, Mauro Hoffmann, e uma moto Yamaha, de Kiko.
Flávio da Silva, do Movimento Santa Maria do Luto à Luta, que esteve no depósito, disse que os pais vão entrar na Justiça para tentar evitar a destruição. O presidente da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Sérgio da Silva, também esteve no local.
– A gente não entende, pois tem tantas famílias, tantas entidades carentes que precisam de ajuda e os órgãos públicos preferem derreter isso aí ganhando um preço irrisório, do que leiloar e arrecadar fundos – diz Flávio.

Fonte: Diário de Santa Maria

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