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| 14:05 | Segurança 2 min de leitura

Delegado e agentes extorquiam presos e familiares em Alvorada

Grupo cobrava valores a mais de presos e familiares no pagamento da fiança

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Grupo cobrava valores a mais de presos e familiares no pagamento da fiança
Foto: Felipe Daroit /Gaúcha
O delegado e os dois agentes da Polícia Civil que atuavam na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Alvorada, presos nesta quinta-feira (16), embolsavam valores cobrados das fianças pagas por presos e familiares. O trio foi preso em Operação do Ministério Público e da Polícia Civil.
Também foi preso um homem que não era agente público, mas agia na organização criminosa. Uma advogada e um ex-policial militar estão foragidos.
As investigações começaram há cerca de dois meses. Foi constatado que, nos plantões realizados dentro da DPPA de Alvorada, os dois agentes e o delegado - com a participação dos demais envolvidos - cobravam valores altos de familiares para o pagamento de fiança. No entanto, no termo de fiança, colocavam um valor menor e ficavam com o restante.
A estimativa é de que eles desviassem de R$ 2 mil a R$ 3 mil por plantão. A equipe realizava em média dois plantões por semana.
“Os presos eram encaminhados para a zona de plantão. Lá, essa organização já avaliava a capacidade econômica dos criminosos presos e passavam a estabelecer as cobranças indevidas. A abordagem iniciava dentro da delegacia e se estendia até a rua, até em casas dos familiares dos presos. Os valores constados no caderno declaratório eram bem menores. Normalmente, eles iniciavam a negociação em quatro, cinco mil e o valor acabava sendo diminuído por uns R$ 2 mil”, explicou o promotor de Justiça de Alvorada, Marcelo Tubino.
A advogada e o ex-PM que estão foragidos seriam os responsáveis por fazer a cobrança e o contato direto com os familiares.
“O delegado de polícia era parte disso tudo e ele era a pessoa que batia o martelo no valor fiança”, afirmou o delegado Marco Antônio Duarte de Souza, que também participou da operação.
As prisões são temporárias. Os presos vão responder pelos crimes de concussão, que é exigir para si ou para outrem, dinheiro ou vantagem em razão da função, organização criminosa, violação de sigilo profissional e usurpação da função pública. Eles também responderão por improbidade administrativa.

Fonte: Rádio Gaúcha

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