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| 18:04 | Segurança 2 min de leitura

Operação conjunta combate venda de água mineral contaminada no RS

Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em Porto Alegre, Lajeado e Progresso

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Mandados de prisão e de busca e apreensão 

são cumpridos em Porto Alegre, Lajeado e Progresso
Foto: Fernando Gomes /Agencia RBS
Uma operação conjunta do Ministério Público, Receita Estadual, Vigilância Sanitária e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) desarticulou nesta quinta-feira (23) um esquema de venda de água mineral contaminada no Rio Grande do Sul. Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nesta manhã em Porto Alegre e nos municípios de Lajeado e Progresso, no âmbito da Operação Gota D'Água.
Conforme investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, o esquema incluía a participação de agentes públicos responsáveis por fiscalizar a qualidade da água. 
A marca investigada é a Água do Campo Branco, com sede em Progresso. Segundo os investigadores, a fonte de captação funcionava próximo a um criadouro de porcos e galinhas, o que levou à detecção de coliformes totais em diversos exames. Resultados também apontaram para a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que em contato com os olhos pode provocar cegueira. Segundo o MP, os problemas transcorriam com o conhecimento dos donos da empresa.
Três mandados de prisão foram autorizados contra dois sócios da empresa e um contra o químico industrial responsável. O Ministério Público também pretende pedir o afastamento do titular da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde.
Segundo os promotores, os problemas foram constatados pela vigilância sanitária local em julho 2015. A interdição da empresa proposta inicialmente, no entanto, foi substituída por um auto de infração. O valor da multa estipulado em R$ 20 mil foi reduzido para apenas R$ 2 mil. Segundo o MP, a influência do coordenador se deu por relação política com os sócios da empresa.
Segundo a Receita Estadual, 932 milhões de litros de água contaminada foram comercializados só este ano. O órgão também apura indícios de sonegação fiscal. Além disso, a empresa também operava com licença ambiental vencida desde fevereiro de 2013. A Rádio Gaúcha tenta contato com os representantes da companhia.
A empresa Mineração Campo Branco, investigada pelo Ministério Público (MP) suspeita de operar esquema de distribuição de água contaminada, engarrafa quatro rótulos diferentes. As marcas Carrefour, Biri Biri, Roda D´Água e Água do Campo Branco são distribuídas em todo o Estado. A água ainda é oferecida em viagens pela companhia aérea Azul.

Fonte: Rádio Gaúcha

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Foto: Fernando Gomes /Agencia RBS
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