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| 05:53 | Educação | Três de Maio 4 min de leitura

Acadêmicos propõem reestruturação de rede em escola estadual

Trabalho elaborou o planejamento e o projeto de rede lógica e físicas na rede de computadores e trouxe economia ao caixa da Escola Polivalente, em Santa Rosa

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Trabalho elaborou o planejamento e o projeto de rede lógica e físicas na rede de computadores e trouxe economia 

ao caixa da Escola Polivalente, em Santa Rosa
Foto: SETREM / Divulgação
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos acadêmicos do curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Cristiano de Oliveira e Felipe Jorge Feiden propôs o planejamento e projeto de rede lógica e físicas na rede de computadores da Escola Estadual de Educação Básica Santos Dumont, Polivalente, em Santa Rosa. O trabalho foi desenvolvido com foco em infraestrutura de redes e teve finalidade social, visando um melhor ambiente para o desenvolvimento dos estudantes e futuros concorrentes no mercado de trabalho, que cada vez mais exige intimidade com o mundo digital. O trabalho foi orientado pelos docentes, mestres Samuel Souza e Tiago Luis Cesa Seibel.
A escola tem cerca de 550 alunos dos níveis fundamental e médio, nos turnos da manhã, tarde e noite e conta com uma rede de computadores que fornece o contato com a informática para que eles possam desenvolver suas tarefas e ter aulas de computação básica. As operações diárias do setor administrativo são informatizadas, além disso, a escola dispõe de uma infraestrutura wireless para os estudantes e setor administrativo. Para os acadêmicos, a necessidade de um estudo mesclando a área tecnológica, social e de desenvolvimento torna-se obrigação para o êxito adequado ao ambiente escolar. Segundo eles observaram, a rede da escola traz funcionalidade, de forma totalmente fora de qualquer padrão ou guia já criado, e não traz garantia de qualidade no tráfego, o que faz com o seu gerenciamento e manutenção tornam-se inviáveis.
Pfitscher conta que a infraestrutura física da rede da escola estava descentralizada, tendo desnecessariamente dois links de Internet, equipamentos que ao longo do tempo perderam suas finalidades específicas, sendo então usados para a expansão deliberada da rede, sem hierarquia dos ativos da rede e má utilização dos recursos disponibilizados pelos ativos, resultante de uma má organização dos recursos de cabeamento. Ele e Feiden verificaram pontos de rede perdidos e sem funcionalidade, outros fora do padrão fornecido pela norma NBR. Os projetistas de redes perceberam que é inviável a projeção de possíveis alterações que busquem otimizar a infraestrutura e até mesmo expandi-la sobre a rede encontrada. “O canal de dados é dividido e trabalha numa frequência de transmissão considerada ultrapassada no quesito desempenho pela norma NBR”, especifica Feiden, explicando que a infraestrutura lógica da rede atual da escola tem procedimentos responsáveis por seu gerenciamento, segmentação e subdivisão, de forma descentralizada e totalmente diferente umas das outras. Segundo ele, alguns desses processos poderiam trabalhar unificados, sem necessidade de haver dois núcleos de distribuição de acesso à rede e a Internet. “A atual descentralização das informações pode de trazer certa segurança para a rede, mas traz desorganização quanto a questões de gerencia e manutenção do tráfego gerado”, afirma.
A escola já tinha orçado o projeto de reestruturação da rede com uma empresa, o que geraria investimento de R$ 131.534,50. A colaboração voluntária dos acadêmicos projetistas de rede da SETREM reduziu esse valor para R$ 40.814,50, sendo necessária só a aquisição dos equipamentos. Ao término do estudo das soluções desenvolvidas em projeto, com intuito de agregar de forma positiva a rede da escola, Feiden e Pfitscher comprovaram algumas melhorias perante a rede encontrada no início do projeto. “Como solução para a rede lógica foi necessário adequar primeiramente a rede física, a qual trouxe uma abordagem diferente do que seria se a rede continuasse dividida e fora de padrão. Também foram adquiridos equipamentos que tivessem um custo x benefício adequado para a realidade da escola, trazendo qualidade ao preço razoável. Atendemos ao nosso objetivo e auxiliamos a escola no avanço da qualidade da rede e na economia de mais de R$ 90 mil com a prestação de serviço. Esperamos que seja muito bem aproveitado e que os alunos usufruam dessas melhorias”, conclui Pfitscher.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM

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