Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:22 | Saúde | Três de Maio 5 min de leitura

HSVP mantém nível de infeção hospitalar abaixo de 1%; o recomendado é até 5%

Resultado é fruto do trabalho da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, que atua para proteger pacientes e familiares de infecções

Compartilhar:
Resultado é fruto do trabalho da Comissão de 

Controle de Infecção Hospitalar, que atua para proteger pacientes e familiares de infecções
Foto: DM3
A fim de esclarecer dúvidas e para marcar o Dia Nacional de Combate à Infecção Hospitalar, que ocorre no dia 15 de maio, a médica infectologista Kátia Baltieri fala sobre o trabalho desenvolvido dentro do HSVP e quais os procedimentos necessários para evitar infecções hospitalares.
O que é infecção hospitalar?
Kátia Baltieri - Infecção hospitalar caracteriza-se por qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo: cirurgias, inserção de cateteres e intubação orotraqueal. Por este motivo, atualmente a tendência é chamá-las de “infecções associadas ao cuidar da saúde” e não mais infecções hospitalares.
Como se transmite?
Kátia Baltieri - A transmissão ocorre principalmente por meio de mãos contaminadas, mas também por via aérea e contato com material infectado. Os microrganismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos; o que torna de fundamental importância a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira que contém microrganismos.
Quem tem mais chance de adquirir infecção hospitalar?
Kátia Baltieri - A frequência das complicações infecciosas hospitalares varia com a causa da internação, o estado geral do paciente e o tipo e assistência que ele recebe. São considerados pacientes de risco: crianças, idosos, prematuros, história de trauma, tabagismo, neoplasias malignas, desnutrição protéico-calórica, obesidade, diabetes, pacientes imunodeprimidos (AIDS, transplantados, usuários de imunossupressores, corticóides e quimioterápicos), os que usaram antibióticos por longo prazo, ou foram submetidos a procedimentos invasivos como cirurgias.
Quais são os riscos de um indivíduo adquirir infecção hospitalar?
Kátia Baltieri - O atendimento em unidades de saúde apresenta atualmente grande evolução tecnológica. Situações como recém-nascidos prematuros ou de baixo peso, indivíduos que necessitam de transplante de órgãos e as de acidentes automobilísticos graves, são uma demonstração de como o atendimento hospitalar evoluiu. Entretanto, esta melhoria no atendimento aumentou o número de procedimentos possíveis de serem realizados num hospital. Estes, ao mesmo tempo em que prolongam e salvam vidas, trazem consigo um risco aumentado de infecção. Muitos destes procedimentos são invasivos, isto é, penetram as barreiras de proteção do corpo humano.
Como é possível evitar as infecções hospitalares?
Kátia Baltieri - Entre os principais meios de prevenção incluem-se a lavagem de mãos, isolamento de doenças transmissíveis e medidas específicas para cada sítio de infecção. Trabalhamos com a implementação, treinamento e adesão dos profissionais de saúde às medidas de prevenção, que reduzem o risco de aquisição de infecção hospitalar relacionado aos cuidados prestados. Estas medidas incluem a realização da higiene das mãos (uso do gel alcoólico ou lavagem das mãos com água e sabão) antes e após o contato com o paciente, uso de luvas, avental e máscara (quando indicado), o uso de técnica asséptica ao realizar procedimentos, a limpeza do ambiente e o uso racional de antimicrobianos.
Qual é o manejo da pessoa infectada?
Kátia Baltieri - O tratamento da infecção hospitalar geralmente é feito com antibióticos por tempo prolongado. Neste contexto pode haver complicações que acarretam em problemas médicos adicionais. Isto gera a necessidade de um número maior de medicamentos e eleva o tempo de internação hospitalar.
O que podem fazer pacientes e visitantes para minimizar o risco de transmissão da infecção hospitalar?
Kátia Baltieri - É importante lembrar que a prevenção pode reduzir o número de pacientes acometidos por esta infecção e, com isso, diminuir o uso de antibióticos, o tempo de permanência destes pacientes no hospital e os danos associados à infecção. Por isso, este deve ser um esforço de todos: profissionais de saúde, visitantes e pacientes. A higiene das mãos - que devem ser lavadas com água e sabão ou utilizando o gel alcoólico - é uma medida simples, mas muito efetiva para reduzir este risco. Portanto, o paciente pode colaborar observando e lembrando os profissionais e visitantes a realizarem este ato. Pessoas resfriadas, gripadas, crianças com infecções próprias da infância não devem visitar pacientes internados. 
Qual é o papel da CCIH?
Kátia Baltieri - A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é um órgão deliberativo que tem por finalidade a definição de ações que visem ao controle e à prevenção de infecções hospitalares.  Tem como objetivo manter os índices de infecção nos valores considerados aceitos pelo Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente normas e portarias específicas da Vigilância Sanitária, promovendo ações de prevenção às infecções. Mantendo assim a qualidade dos serviços oferecidos à população e segurança de seus pacientes.
Ações da CCIH no hospital?
Kátia Baltieri - A CCIH atua através de diferentes formas dentro de um hospital, e está diretamente relacionada com todos os setores do hospital.  Trabalhamos sempre na busca ativa das infecções associadas aos serviços de saúde. Realizamos o acompanhamento de pacientes internados, investigação dos casos de infecção, treinamento junto aos colaboradores, instituição de normas, rotinas e protocolos para prevenção destas infecções, fazemos o controle do uso de antibióticos, além da supervisão e acompanhamento da limpeza no ambiente hospitalar.

Fonte: DM3 Assessoria

Mais notícias sobre SAÚDE
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade