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| 08:04 | Segurança 2 min de leitura

Cooperativa suspeita de desviar mais de R$ 17 milhões em sacas de soja é alvo de operação

Suspeitas surgiram a partir da queixa de agricultores gaúchos que teriam sido lesados pela Cooplantio

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Suspeitas surgiram a partir da queixa de agricultores gaúchos que teriam sido lesados pela Cooplantio
Cooplantio, suspeita de ter lesado agricultores, é alvo da operação (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Uma suposta fraude envolvendo o depósito e a venda ilegal de 170 mil sacas de soja é a base da Operação Colheita Maldita, desencadeada na manhã desta sexta-feira em oito cidades gaúchas e uma paranaense. A investigação envolve a Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, a Cooplantio. O trabalho é da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat), sob coordenação dos delegados Max Otto Ritter e André Lobo Anicet.
São apurados crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As suspeitas surgiram a partir da queixa de agricultores que teriam sido lesados pela cooperativa. O prejuízo de apenas uma vítima, com correções, é calculado em torno de R$ 17 milhões. São investigados dirigentes e conselheiros da cooperativa pelos desvio de soja de associados e criação de empresas fantasmas.
O caso começou a ser investigado no segundo semestre de 2016, a partir da denúncia de um produtor que se disse lesado. Ele afirmou ter depositado junto à cooperativa 170.808,95 sacas de soja das safras 2010-2014, e ter descoberto que sua mercadoria estava sendo vendida sem seu conhecimento e sem que recebesse os valores decorrentes do negócio.
O produtor passou a cobrar a cooperativa, sem sucesso. A discussão tramita inclusive em ação judicial cível. Quando soube da venda irregular de 100 mil sacas, o produtor tentou reaver as outras 70 mil, mas nunca conseguiu recuperar a mercadoria.
Por meio de quebra de sigilo bancário, a Deat, delegacia especializada do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), apurou terem sido feitas transferências de altos valores entre a cooperativa e gestores investigados. A polícia também apura o uso de empresas de fachada para fazer o dinheiro desviado circular.
A Justiça autorizou buscas e apreensões e decretou a indisponibilidade de veículos de propriedade dos investigados e de beneficiários do esquema criminoso. Segundo os delegados Ritter e Anicet, as buscas visam a localização de documentos que reforcem os indícios de crimes já apurados ao longo da investigação.
No Paraná, a polícia tenta localizar um dos principais suspeitos de comandar os desvios. Os nomes dos investigados não foram revelados pela Deat.

Fonte: Zero Hora

Suspeitas surgiram a partir da queixa de agricultores gaúchos que teriam sido lesados pela Cooplantio
Foto: Polícia Civil / Divulgação
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