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| 08:38 | Segurança 3 min de leitura

Madrasta do menino Bernardo tem registro de enfermagem cassado

Graciele Ugulini está presa pela morte do menino, ocorrida em 2014, e aguarda julgamento. G1 tenta contato com o advogado da enfermeira

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Graciele Ugulini está presa pela morte do menino, ocorrida em 2014, e aguarda julgamento. G1 tenta contato com o advogado da enfermeira
Madrasta de Bernardo Boldrini está presa desde abril de 2014 e aguarda julgamento (Foto: Reprodução / TV Globo)
Presa e aguardando ser julgada pela morte do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014, a enfermeira Graciele Ugulini, 39 anos, teve o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). O processo ético-disciplinar foi julgado na terça-feira (13) pelo Colégio de Presidentes, última instância do Cofen.
A cassação por 30 anos segue o parecer encaminhado em agosto do ano passado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS). Na época, os conselheiros da entidade gaúcha votaram por unanimidade pela indicação de cassar o direito ao exercício profissional de Graciele.
O processo foi instaurado pelo Coren-RS em junho de 2014, dois meses após o corpo de Bernardo ter sido encontrado. A enfermeira já estava presa.
Conforme o presidente do Coren-RS, Daniel Menezes de Souza, todo o levantamento de provas testemunhais e análise dos documentos fornecidos pela Justiça foi feito de forma criteriosa pelos conselheiros e enfermeiros designados e pelo corpo jurídico que tratou do caso.
“É lamentável que profissionais da enfermagem utilizem seus conhecimentos técnicos para tirar uma vida, quando a profissão existe para preservar vidas”, observou.
O G1 tenta contato com o advogado de Graciele.
Além de Graciele, são réus no processo sobre a morte de Bernardo o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz. Os quatro estão presos e respondem por crimes como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O caso Bernardo
Em 4 de abril de 2014, Bernardo Boldrini, então com 11 anos de idade, foi dado como desaparecido em Três Passos, no Noroeste do estado.
Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado envolto em um saco plástico e enterrado em um buraco na área rural de Frederico Westphalen, no Norte, a cerca de 80 quilômetros de onde ele morava com a família.
Segundo a investigação, Bernardo morreu após uma superdosagem do sedativo Midazolam. Graciele e Edelvânia teriam aplicado o medicamento que levou o garoto à morte.
Depois, as duas teriam recebido ajuda de Evandro para fazer a cova e ocultar o cadáver. A denúncia do Ministério Público ainda apontou que Boldrini foi o mentor de todo o crime.
Em maio de 2015, os quatro foram ouvidos em audiência em Três Passos. Graciele e Edelvânia preferiram se calar, mas Boldrini e Evandro falaram ao juiz. Ambos negaram qualquer participação no crime.
Boldrini detalhou como era a relação com o filho, como foi o dia da morte do menino e alegou ainda que foi traído por Graciele. Evandro se disse inocente e chorou durante o depoimento.
Em agosto de 2015, o juiz Marcos Luís Agostini, de Três Passos, decidiu que o quarteto irá a julgamento popular. Porém, ainda não há data para que isso aconteça.

Fonte: G1

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