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| 18:14 | Segurança 3 min de leitura

Deputado detido em reintegração de posse se diz "abismado com cinismo" de comandante da BM

Jeferson Fernandes (PT) foi imobilizado e conduzido por policias ao tentar mediar a ação, no Centro de Porto Alegre

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Jeferson Fernandes (PT) foi imobilizado e conduzido por policias ao tentar mediar a ação, no Centro de Porto Alegre
Deputado durante registro da ocorrência no Palácio da Polícia (Foto: Caco Argemi /Divulgação)
Detido durante a reintegração de posse de um prédio ocupado no Centro de Porto Alegre, o deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) criticou nesta sexta-feira (15) a ação da Brigada Militar e se disse "abismado com o cinismo". O parlamentar rebateu a versão dada pelo comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC) em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.
Fernandes foi imobilizado e conduzido por policias ao tentar mediar a ação de reintegração de posse. O político participava de uma audiência pública na Assembleia Legislativa e desceu a Rua General Câmara ao tomar conhecimento da operação. O deputado acabou algemado.
– Sempre havia alguém ordenando que alguma tortura fosse feita, mas estava escuro, não vi quem foi. Primeiro me arrastaram pelas pernas. Depois alguém me deu uma gravata e colocaram meu rosto no asfalto – relata.
Segundo o deputado, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ele se dirigiu ao local com o objetivo de proteger pessoas vulneráveis.
– Insisti que havia crianças e mulheres, e eu estava no exercício do meu mandato. Mas não tenho interesse político e sequer conheço aquelas pessoas. Fiz um apelo ao oficial de Justiça para evitar que houvesse violência – afirma o deputado.
O parlamentar também criticou as informações divulgadas pelo comandante do CPC. Fernandes negou que tenha oferecido resistência e discordou que o protocolo de reintegração tenha sido seguido.
– Estou abismado com o grau de cinismo, fico muito triste de ouvir um coronel dizendo inverdades. Ele quer jogar a culpa no oficial de Justiça, porque ele se omitiu – afirma.
Jeferson Fernandes diz ainda que, após ser conduzido ao camburão, o veículo policial ficou dando voltas pelo Centro de Porto Alegre, até ele ser liberado no Theatro São Pedro. Logo depois, o parlamentar se dirigiu ao Palácio da Polícia, onde registrou ocorrência contra a ação da Brigada e realizou exame de corpo de delito.
A versão da BM
Responsável pela operação de apoio à reintegração de posse, o comandante do policiamento da Capital, coronel Jefferson Jacques, defendeu que a ação foi planejada e ocorreu conforme as ordens determinadas pela Justiça. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, ele afirmou que o protocolo foi seguido "à risca" e disse que o uso de algemas na operação deve "ser avaliado".
Já sobre a detenção do deputado Jeferson Fernandes, o coronel afirma que o parlamentar estava "bastante alterado". Embora imobilizado, o PM diz que o político não recebeu "voz de prisão".

Fonte: Rádio Gaucha

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