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| 10:55 | Geral 4 min de leitura

Mais de 1,3 mil estão desalojados no Rio Grande do Sul, diz Defesa Civil

Em Londero, a água impede acesso ao balneário. Ponte sobre o Rio Buricá em Cascata foi coberta pela água

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Em Londero, a água impede acesso ao balneário. Ponte sobre o Rio Buricá em 

Cascata foi coberta pela água
Balneário Londero (Foto: Dispositivo móvel de internauta)
A chuva dos últimos dias causou estragos no Rio Grande do Sul. Cerca de 30 municípios registraram pontos de alagamentos. A Região Norte é uma das mais atingidas: 800 pessoas tiveram que sair de casa. Segundo a Defesa Civil do estado, até as 7h desta sexta-feira (27), 245 pessoas estavam desabrigadas e 1.348 desalojadas. Em dois dias, choveu mais que a média para o mês inteiro, como mostra reportagem do Bom Dia Rio Grande, programa da RBS TV (veja o vídeo acima). 
Nesta manhã, o principal acesso a Barra do Guarita, na Região Norte, está bloqueado devido as fortes chuvas. Na cidade, 600 pessoas estão desabrigadas. O prefeito decretou situação de emergência, mas a Defesa Civil do estado ainda não foi notificada.
A água tomou conta das estradas no Norte. Em pelo menos três localidades o transporte escolar foi cancelado e as aulas suspensas. Os alagamentos isolaram comunidades inteiras. No município de Áurea, pelo menos 11 famílias estão desalojadas. Na área rural, lavouras e criações de animais também foram atingidas.
O agricultor Henrique Maieski disse que a criação de frango para o abate foi embora com a água. Em Nonoai, no Alto Uruguai, a situação é a mesma. Os moradores foram pegos de surpresa na madrugada. Depois de duas horas do início da chuva, um trecho do rio transbordou e inundou dezenas de casas.
Em outro bairro de Nonoai, a água invadiu pelo menos 40 casas. Moradores tiveram que ser resgatados de barco. A Defesa Civil do município colocou um ginásio à disposição da comunidade e distribui mais de 1 mil metros de lona.
Em Iraí, também na Região Norte, a chuva foi tão forte que em pouco tempo, os rios subiram mais de 10 metros. Um risco para os moradores que percisaram sair as pressas de casa e procurar abrigo em um lugar mais seguro.
O Rio do Mel que corta a cidade de Iraí foi represado pela cheia do rio Uruguai. O balneário municipal ficou embaixo d'agua. Barcos foram usados para remover famílias. A enchente quase encobriu algumas casas. A prefeitura encaminhou os desalojados para um Centro de Tradições Gaúchas (CTG) da cidade. A defesa civil do município estima que cerca de 300 famílias foram prejudicadas pelo temporal.
Na Região Noroeste a chuva deu uma trégua nesta noite, mas o tempo ainda continua fechado. O acúmulo de água causou prejuízos em cerca de 10 cidades da região. Em Porto Mauá, o Rio Uruguai está 16 metros acima do nível, continua subindo e invadiu a cidade. Isso porque também chove em Santa Catarina e as comportas das barragens de Itá  e Foz do Chapecó estão abertas.
Muitos desabrigados passaram a noite em uma quadra coberta. Em Boa Vista do Buricá, a situação também é preocupante. O rio está 13 metros acima do nível chegando próximo à rodovia e propriedades. No interior de Três Passos e Porto Xavier moradores também foram orientados a deixarem as suas casas. Em Chiapetta, o transporte escolar foi suspenso até segunda-feira (30) devido a situação das estradas.
A aduana de Porto Mauá está embaixo d'água, portanto, a travessia entre o Brasil e Argentina está suspensa. O mesmo acontece nos portos de Porto Xavier, Porto Vera Cruz e Porto Soberbo, em Tiradentes do Sul.
Previsão do tempo
A previsão do tempo para o Rio Grande do Sul é de mais chuva nesta sexta-feira (27). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na divisa com Santa Catarina, na Região Norte e no Noroeste do estado são os locais onde deve chover mais forte. A média de chuva em junho é de 150 milímetros. Em algumas cidades, em apenas dois dias, choveu 200 milímetros.
Em todas as regiões o tempo fica instável nesta sexta. Nas regiões da Campanha, Sul, Serra,  Central e em Porto Alegre chove fraco a qualquer momento do dia. Até domingo a chuva atinge boa parte do estado. A maior quantidade, de 50 a 70 milímetros, vai ser no fim de semana no Norte, Litoral Norte, Serra e divisa com Santa Catarina.
O fim de semana tem alerta para temporal no domingo no Litoral, Região dos Vales e áreas próximas à Lagoa dos Patos. Os ventos podem chegar a 100km/h nos pontos mais altos da Serra e no alto mar há alerta de ciclone.

Fonte: G1, Paulo Marques

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