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| 17:28 | Geral 2 min de leitura

Agricultores e empresários temem prejuízo caso ligação Iraí-Palmitos siga bloqueada

Ponte sobre o Rio Uruguai foi interditada na sexta-feira, devido á força da água

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Ponte sobre o Rio Uruguai foi interditada na sexta-feira, devido á força da água
Trânsito de veículos e pessoas foi interrompido na ponte sexta-feira à tarde, devido à cheia do Rio Uruguai (Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Agricultores, donos de agroindústrias e comerciantes de combustíveis da BR-386 temem sofrer prejuízos caso persista, durante a semana, a interrupção do trânsito na ponte sobre o Rio Uruguai entre Iraí, no Rio Grande do Sul, e Palmitos, em Santa Catarina. Pelo menos 20% das cargas gaúchas que seguem para o centro-oeste do Brasil passam pela ponte, incluindo produtos como máquinas agrícolas, sementes de soja e outros bens destinados à região povoada por gaúchos nos anos 70. 
O trânsito de veículos e pessoas foi interrompido na ponte sexta-feira à tarde, devido à cheia do Rio Uruguai. A força da água estava fazendo balançar a já problemática estrutura da ponte, que está em reparos desde o final do ano passado. Na época, um dos moradores da região postou na internet um vídeo da ponte balançando durante a passagem de caminhões.
_ Vamos esperar o rio baixar mais uns quatro metros para fazer uma vistoria dos pilares da ponte e depois decidirmos se vamos reabri-la _ informou o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado, Pedro Luzardo Gomes. 
Gomes acrescenta que há uma equipe de técnicos no local para monitorar a evolução da cheia do Uruguai. Durante todo o fim de semana, caminhões se acumularam nos pátios dos postos de combustíveis da estrada à espera da liberação da ponte. 
_ Durante a manhã, nós tínhamos mais de 80 caminhões no nosso pátio de estacionamento, um número bem acima da média diária de 10 veículos _ afirma o empresário do setor Ivan Dall'Agnol. 
Ele lembra que todo o comércio à margem da estrada depende do trânsito de caminhões, e uma eventual prorrogação na proibição da passagem de veículos na ponte irá afetar a economia da região. 
Elizeu Buzatto, dono de uma indústria de laticínio em Seberi, cidade agrícola da região, afirma que os problemas com a ponte vêm de muito tempo e têm sido denunciados nas reuniões de empresários com autoridades governamentais. 
_ A ponte é a principal ligação do Estado com o Centro-Oeste, importante região consumidora de produtos industriais gaúchos. A interrupção não se deve apenas à enchente, mas ao abandono da manutenção e ao fato de que ela se tornou obsoleta com o tempo _ analisa o empresário José Carlos Silvano, conselheiro do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs).

Fonte: Zero Hora

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