| 09:09 | Geral 2 min de leitura
Líder de caminhoneiros rejeita áudios que citam nova greve na segunda
José da Fonseca Lopes, da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), diz que pauta da categoria foi atendida e que não se sabe quais são os "verdadeiros interesses" de quem espalha áudios falando sobre novos protestos
Áudios que circulam no WhatsApp citando a hipótese de retomada de protestos nas estradas do país na
próxima segunda-feira (4) levaram o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, um dos responsáveis por deflagrar
a greve que durou 11 dias, a se manifestar para repudiar e negar os boatos de nova paralisação.
"Estão correndo muitas mensagens de
alarme sobre um novo movimento de caminhoneiros para segunda-feira, dia 4. Na verdade, não sei a fundo o que estão pleiteando, mas, de qualquer forma, chamo
atenção dos caminhoneiros de bem para que não se envolvam em manifestações que possam por em risco o que já conseguimos nesta última
negociação com o governo. É importante lembrar que já tivemos o apoio da população do bem e de vocês, caminhoneiros do bem em nossas
conquistas. O governo cumpriu a parte dele. Pessoal, o movimento acabou. Nossas reivindicações já foram atendidas", diz Fonseca, em gravação
identificada e distribuída nesta sexta-feira (1º), com duração de 1 minuto e 58 segundos.
Ele ainda destaca que os governos federal e
estaduais, além de instituições de segurança, não irão "desmobilizar para justamente proteger o Estado democrático de direito no caso
de uma manifestação que pode se revelar violenta".
Ele finaliza pedindo que motoristas não participem de um eventual protesto em que os
seus convocadores e as suas pautas são desconhecidas.
"Peço bom senso, discernimento e que não participem de nenhum movimento, pois
não sabemos quem organiza e quais são os verdadeiros interesses", diz Fonseca.
No Rio Grande do Sul, o coordenador do gabinete de crise do governo
estadual e comandante da Defesa Civil, coronel Alexandre Martins, afirmou que o objetivo das mensagens é causar intranquilidade.
— O Estado
está organizado e estruturado. Retomamos o abastecimento. Não existe a possibilidade de voltar um movimento como aquele. Estamos fazendo monitoramento permanente. Se cinco
caminhões se juntarem, nós vamos dispersar. As forças públicas no Brasil todo estão atentas — assegurou o coronel.
Fonte: Gaúcha ZH
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