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| 08:19 | Geral 2 min de leitura

Registro de neve em 127 cidades de Santa Catarina completa um ano

Em 23 de julho de 2013,127 cidades catarinenses registraram o fenômeno

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Em 23 de julho de 2013,127 cidades catarinenses registraram o 

fenômeno
Internauta fez boneco de neve em Canoinhas (Foto: Paola Cruz/VC no G1)
Há exatamente um ano, em 23 de julho de 2013, a neve surpreendeu os moradores de Santa Catarina e presenteou todas as regiões do estado com uma paisagem que não era vista desde a década de 1980. O fenômeno surpreendeu até mesmo regiões litorâneas como a Grande Florianópolis.
De acordo com a Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições climáticas no estado, na ocasião os cristais de gelo cobriram 127 municípios catarinenses. Em Urubici, na Serra, a sensação térmica chegou a  -15ºC. No Litoral e nas cidades de Blumenau, no Vale do Itajaí, e Joinville, região Norte, a paisagem branquinha também surpreendeu.
Para o meteorologista da Epagri, Marcelo Martins, é muito difícil que o fenômeno volte a acontecer nessas proporções no estado. “A gente não tinha notícia disso há pelo menos 40 anos. Pelo número de municípios e por nevar em regiões que normalmente nunca nevam, é muito difícil ter um registro como se teve”, avaliou.
Um dos registros mais marcantes foi o topo do Morro da Cambirela, em Palhoça, que amanheceu coberto pela neve. Conforme a auxiliar de produção Claudete dos Passos, aquela foi a primeira vez que viu o morro tomado pela neve. “Nós acordamos de manhã, olhamos para o morro e estava muito lindo. Foi a primeira vez que a gente viu o Cambierela todo branco de neve”, recorda.
O repórter fotográfico do Grupo RBS, Alvarélio Kurossu, que cobriu o fenômeno também relembra o dia em que tirou algumas das imagens mais marcantes de sua carreira. “Cheguei ao trabalho e um repórter falou que havia nevado e me mostrou pela janela. Peguei o equipamento, coloquei a lente, consegui puxar um pouco e vi que tinha nevado mesmo no morro da Grande Florianópolis”, conta.
Assim como Martins, Claudete e Kurossu, milhares de catarinenses ainda mantém guardado na memória o privilégio de poder ver de perto o fenômeno da natureza. A copeira Lídia Leonel é uma dessas pessoas. “Eu nasci, me criei aqui e nunca tinha visto algo daquele tipo, daquela grandeza”, relembra.

Fonte: G1/SC

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