Facebook Instagram X WhatsApp


| 15:29 | Saúde 4 min de leitura

Prefeitura compra área e estrutura predial para evitar fechamento de Hospital em Horizontina

Compartilhar:
Jornal Folha Cidade
No final da manhã desta sexta-feira, dia 24 de janeiro de 2020, um ato público no Gabinete do Prefeito, marcou a concretização da compra do Hospital Oswaldo Cruz por parte do município de Horizontina.
A casa de saúde era propriedade particular de uma sociedade formada por médicos, que na última década começou a enfrentar problemas para obtenção de recursos públicos (repasses governamentais) dado ao modelo de sua gestão, dificultando por exemplo, que a Prefeitura, Estado e União fizessem aportes na melhoria da infraestrutura e de equipamentos para os atendimentos de pacientes pelo Sistema Único de Saúde – SUS.
Diante desse quadro de inviabilidade, os sócios manifestaram intenção de fechamento do mesmo, gerando grande apreensão, haja vista ser o único hospital do município.  Foi então criada uma associação envolvendo um grupo de pessoas da comunidade, que passou a administrar a gestão hospitalar e que juntamente com o município passou a buscar o reconhecimento governamental de entidade filantrópica, uma primeira medida para reduzir a carga tributária a ser recolhida e dar caminhos legais para ingresso de recursos públicos via contratos de prestação de serviços.
Os problemas no entanto não paravam por ali e estavam longe de ser assim solucionados. A entidade fora notificada da necessidade de construir um novo bloco cirúrgico, adequado às exigências atuais, avaliado em mais de R$ 2 milhões. A construção, hoje em fase inicial, dependia para receber investimentos oriundos de abatimento de impostos ou mesmo públicos, ser em área pública e não privada, já que apesar da filantropia, a área e estruturas seguiam propriedade da sociedade médica, apenas cedida à gestão hospitalar comunitária.
A compra do hospital foi após meses de estudos, apontada à prefeitura como uma das poucas saídas viáveis para evitar o fechamento, inclusive com aprovação dessa aquisição pelo Conselho Municipal de Saúde. Em todo esse processo, importante reconhecer a disposição e o envolvimento da sociedade médica para buscar uma solução.
As estruturas predial e de terrenos avaliadas em mais de R$ 6 milhões, acabaram sendo negociadas por R$ 4,6 milhões, com prazo de quatro anos para sua quitação, divididos em cinco parcelas, com R$ 600.000,00 de entrada e o restante em 4 prestações anuais de R$ 1.000.000,00 em 2020, 2021, 2022 e 2023.
Na negociação, a sociedade médica foi sensível e efetuou a doação de todo o instrumental cirúrgico, equipamentos de informática e de exames, móveis e utensílios de hotelaria, salas de espera, consultórios, cozinha e lavanderia para a Associação Comunitária que administra ou quem venha a sucedê-la na administração hospitalar.
A solenidade de assinatura do contrato de compra e venda na sexta-feira, dia 24, teve a presença de vereadores, instituições da comunidade, dos sócios médicos e da gestão municipal.
O prefeito em exercício Jones Jehn da Cunha disse na solenidade que o município reconhece e respeita a história dos ex proprietários e fundadores, no cuidado com a saúde e a vida das pessoas. Que conta com a experiência e o profissionalismo dos mesmos seja como integrantes do futuro corpo clínico ou da comunidade, no auxílio à gestão desse novo ciclo e modelo no atendimento hospitalar. “Nós sabemos que a nossa responsabilidade constitucional é com a atenção básica, estratégia saúde da família e a saúde preventiva, porém o momento e o cenário exigiram uma intervenção firme, ousada e determinada para termos a continuidade do serviços de um bom hospital, apto a servir de referência ao sistema regional de saúde atendendo Horizontina e município vizinhos, e nosso desafio será fortalece-lo e equipá-lo cada vez mais, para isso contamos com a força de nossa comunidade e a nossa capacidade de articulação na busca de recursos e a prestação de serviços que possam garantir sua viabilidade”, destacou o mandatário.
Após encerrado o processo de compra e a transição da propriedade ao município, haverá segundo Cunha, como um segundo passo, o convênio com a entidade que fará sua administração, devendo seguir o modelo da atual associação, respeitados, efetivamente todos os procedimentos legais. O município assume a gestão patrimonial e a responsabilidade sobre a área nos próximos dias.

Fonte: Jornal Folha Cidade

Jornal Folha Cidade
Mais notícias sobre SAÚDE
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade