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| 10:41 | Cultura 4 min de leitura

Descontente com decreto, setor de eventos cobra liberação de bailes e shows

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Reprodução/Internet
Publicado pelo governo gaúcho nesta terça-feira (22/19), o decreto que autoriza a realização de algumas modalidades de eventos corporativos em todo o Rio Grande do Sul desagradou o setor. Os promotores de eventos não esperavam as limitações de público e de trabalhadores. Além disso, cobra a liberação de atividades de entretenimento com restrições, como espetáculos e shows, por serem as que mais movimentam recursos e geram empregos no segmento. As informações são do Jornal do Comércio.
Embora reconheçam que a publicação do decreto representa um importante passo para desencadear a desejada retomada gradual do setor, parado há mais de seis meses, representantes da área criticam o fato de a regulamentação impor um teto máximo de participantes nos eventos, que varia de 100 a 300 pessoas, já que os protocolos sugeridos pelo setor consideravam um percentual de acordo com a lotação de cada casa de evento.
O grupo Live Marketing RS chegou a promover eventos-teste em Porto Alegre, para mostrar a possibilidade de retomar congressos, feiras, shows e espetáculos com responsabilidade e adequações necessária para prevenção e controle da disseminação da Covid-19.
Representante da União das Bandas de Baile do Estado, Marconi Voss, vocalista da Banda Rota Luminosa, de Tucunduva, defende a possibilidade de serem liberadas apresentações musicais em salões e clubes sem pista de dança, mediante normas de segurança, cuidados sanitários e limitação e distanciamento de pessoas, para permitir que as bandas voltem a trabalhar. Segundo ele, há mais de 2 mil bandas musicais e tradicionalistas sem atuar desde março no Rio Grande do Sul.
O segmento defende a possibilidade de promover eventos em cidades com bandeira amarela e laranja do distanciamento controlado, com teto de 50% e 75% de público, respectivamente, de acordo com a classificação de risco da região.
- Queremos ter a oportunidade de trabalhar e das pessoas voltarem a se divertir, com distanciamento, sem dança, com venda de ingressos limitados e toda a organização necessária. Por que um shopping pode aglomerar gente e um evento organizado não pode ocorrer? - questiona o músico, que também aponta a realização de eventos clandestinos em diversas partes do Estado, sem a mínima segurança e controle.
Para expressar o descontentamento do segmento, duas mobilizações estão sendo organizadas. No domingo (27/09), a partir do meio-dia, músicos e representantes de bandas de baile e grupos tradicionalistas farão uma concentração no estacionamento do Parque da Harmonia para cobrar a liberação de eventos com restrições. Na segunda-feira (28), a partir das 9h, o mesmo grupo pretende sair do local em caminhada até o Palácio Piratini, onde espera ser recebido pela equipe do governo para tratar da questão. Chamada de "Grande Manifestação pela Volta do Entretenimento", o movimento é denominado Unidos pela Volta do Entretenimento do RS e integra Sindiclubes, Associação dos Músicos do RS (Assmusr), União das Bandas de Baile, Associação Gaúcha de DJs, Confraria da Música, União das Casas de Festas e Eventos e Sociedade Amigos de Capão da Canoa (SACC), representando as associações de clubes do Litoral Norte.
A defesa do setor conta com um aliado de peso, o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo. Polo acredita que já é possível a volta de eventos, shows e bailes com o estabelecimento de protocolos de segurança. O parlamentar afirma que é injusta a situação que eles passam, diante de tantos setores já funcionando.
Polo tem tratado da questão diretamente com o governador Eduardo Leite e, nesta terça-feira, conversou com chefe do Executivo e com o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior sobre o decreto recém-publicado. Segundo o deputado, o governo sinalizou com a possibilidade de avançar na questão e reduzir as limitações a algumas atividades até o início de outubro.
- Estamos solidários a esses profissionais e batalhando para obtermos uma solução de retorno das atividades, para dar oportunidade de trabalho a essas milhare de pessoas. A pior coisa que pode ocorrer é não ter expectativa após quase sete meses - complementa Polo.

Fonte: Rádio Colonial

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