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| 06:59 | Saúde 2 min de leitura

Andressa Xavier: nos testes da vacina, o frio na barriga não é maior do que a gratidão por poder ajudar

Jornalista tresmaiense da Rádio Gaúcha conta em GZH a experiência de participar da pesquisa com um dos imunizantes no Hospital de Clínicas

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Jornalista tresmaiense da Rádio Gaúcha conta em GZH a experiência de participar da pesquisa com um dos imunizantes no Hospital de Clínicas
Reprodução/Internet

Recebi algumas mensagens nesta semana de ouvintes da Gaúcha e leitores de GZH e Zero Hora que tinham sido chamados para estudos de vacinas contra o coronavírus após se candidatarem. A pergunta de todos era sobre o frio na barriga. Um deles escreveu que estava super empolgado quando se inscreveu, mas que depois da marcação ficou apreensivo e até em dúvida. Perguntava se isso era normal. É, sim! Pensem comigo: como não ter medo de participar de um estudo que envolve a tua saúde, que tem páginas e páginas indicando casos extremos de reações adversas? Por outro lado, há ali uma esperança. O negócio é pesar os prós, os contras e estar seguro sobre aceitar ou não. 

 

O meu colega Eduardo Paganella, repórter de trânsito das tardes da Gaúcha, foi um dos convocados. Pedi pra ele mandar a percepção de quem foi até o Conceição e recebeu aplicação dos testes da Janssen. Aqui está: 

 

"Sentado na sala de espera em frente à porta do consultório, comecei a balançar a perna. O sinal, claro, era de nervosismo. Não de medo, mas de ansiedade. Naqueles segundos antes de receber a dose da possível vacina contra a covid-19 (pode ter sido só placebo naquela seringa), vislumbrei os voluntários para todas as vacinas já existentes. Por que fazer isso? Submeter-se a um teste cujos resultados podem ser perigosos e inimagináveis? Segundos depois, pensei em em crianças, adultos e idosos que recebem todo ano vacinas e estão felizes com seus amigos e famílias. Tudo graças a voluntários. A porta se abriu. 'Chegou a hora, senhor Eduardo'. Fui sorrindo. Não é todo dia que a gente pode ajudar um mundo inteiro. "

 

Desde que contei que sou voluntária de Oxford, fiquei surpresa com as mensagens me parabenizando pela coragem e até me agradecendo por isso. Ao ler o trecho acima, do Paganella, entendi melhor e também agradeci a ele. Foi bonito ver a coragem e a empolgação dele, mesmo com o frio inevitável na barriga.

Fonte: GZH

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