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08/01/2021 | 05:41 | Saúde

Brasil supera 200 mil mortos por coronavírus com aumento da letalidade entre idosos

Perfil das vítimas segue a média de outras marcas trágicas da pandemia no país, com negros, homens e pessoas com 60 anos ou mais entre os óbitos mais frequentes, conforme os registros detalhados das notificações

Reprodução/Internet

A marca de 200 mil mortos por covid-19 no Brasil, atingida nesta quinta-feira (7), foi impulsionada principalmente à custa da vida de homens, idosos e negros — vítimas mais frequentes da pandemia no país, conforme os registros detalhados das notificações do Ministério da Saúde. A marca de 200 mil vítimas é alcançada quase cinco meses depois de o Brasil ter registrado 100 mil mortos, em agosto.

 

Os microdados mais recentes do sistema nacional de monitoramento de doenças respiratórias (Sivep-Gripe) demonstram que pessoas do sexo masculino, idosos e pretos ou pardos foram os mais castigados pela pandemia no país. E que o percentual de pessoas com 60 anos ou mais entre as vítimas fatais teve um aumento, passando de 74,3% em meados de 2020 para 75,87% nos primeiros dias de 2021.


O sexo masculino, a exemplo do que também foi verificado em outros países, representa quase 60% dos mortos. Fatores biológicos ainda em estudo ajudam a explicar esses percentuais, mas os registros do Sivep-Gripe também sugerem que características sociais alteram o risco a que os brasileiros estão submetidos diante da pandemia. Pretos e pardos representam cerca de 56% da população brasileira, mas somam 58% dos mortos que tiveram a etnia especificada na ficha de atendimento.


O registro desta quinta-feira, de 200.498 vítimas (sendo 1.524 nas últimas 24 horas), segundo boletim do Ministério da Saúde, acontece em meio ao atraso do governo federal para comprar vacinas, seringas e agulhas e ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro de reduzir a gravidade da pandemia. O Brasil é, hoje, o segundo país com mais vítimas da covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump também minimiza os riscos da doença.

 

As 200 mil mortes por coronavírus reduziram em quase dois anos a expectativa de vida dos brasileiros, de 76,5 para 74,6 anos, mostra estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É a primeira vez desde a década de 1940 que a expectativa de vida cai. Sozinha, a covid-19 matou o triplo do que mortes por causas externas, como acidentes de trânsito e assassinatos. 

Fonte: GZH

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