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11/01/2021 | 12:39 | Saúde

Após ter covid, Mourão diz que tomará vacina: ''É uma questão coletiva, não é individual''

Recuperado da doença, vice-presidente voltou ao trabalho nesta segunda-feira

Reprodução/Internet

Em seu primeiro dia de trabalho no ano, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (11) que os esforços de imunização contra a covid-19 são uma questão coletiva e não individual. Recuperado da doença, Mourão reforçou que tomará o imunizante de acordo com o grupo prioritário em que se encaixa e "sem furar fila".

 

— Eu acho que a vacina, ela é para o país como um todo, é uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo aqui está subordinado ao coletivo — disse, em conversa com jornalistas, nesta manhã.

 

A fala vai na direção oposta a declarações do presidente Jair Bolsonaro, que tem minimizado os esforços internacionais de imunização e colocado em dúvida a eficácia dos produtos. O chefe do Executivo também já negou que tomará a vacina com o argumento de que já teve a doença. 


Ao contrário de Bolsonaro, Mourão manteve a posição favorável ao imunizante mesmo agora, depois de ter testado positivo para a covid-19 no fim de 2020.

 

— (Tomarei a vacina) Dentro da minha vez. Eu sou grupo 2, de acordo com o planejamento (do governo). Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística — declarou.

 

O plano nacional prevê uma primeira etapa de vacinação de grupos prioritários, que somam 49,6 milhões de pessoas, como profissionais de saúde e idosos. Pela idade, Mourão, que tem 67 anos, se encaixa na fase dois do plano.

 

Insumos


Mourão comentou ainda sobre os estoques de seringas e agulhas, alvo de polêmica na semana passada. 

 

— Os Estados têm material para iniciar a imunização e o governo federal pode fazer a requisição de seringa e agulha e complementar aquilo que for necessário — disse o vice.

 

Na última sexta-feira (8), após uma tentativa fracassada de compra, a Saúde informou à indústria nacional que a requisição administrativa dos estoques dos itens não atinge produtos que já estavam negociados com Estados, municípios e o Distrito Federal. O recuo da pasta ocorreu após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedir que a requisição travasse as agulhas e seringas compradas pelo governo de São Paulo.

 

Nesta segunda-feira, o vice-presidente também elogiou a atuação de profissionais de saúde no combate ao coronavírus. Ele lamentou as mortes pela doença, que já ultrapassam 203 mil, mas destacou que o país conta com mais de 7,5 milhões de brasileiros recuperados. 

 

— O que é a realidade é que a nossa medicina está salvando mais de 97% das pessoas que são contaminadas. Infelizmente tem esse número elevado (de mortes) — finalizou.

Fonte: GZH

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