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22/01/2021 | 21:01 | Saúde

RS tem 17 regiões em bandeira vermelha e quatro em laranja no mapa preliminar

Regiões têm prazo até domingo para apresentar recurso; classificação passa a valer na terça

Segundo o governo, classificação reflete

O mapa preliminar do modelo de distanciamento controlado, anunciado nesta sexta-feira (22), traz 17 regiões em bandeira vermelha, de risco alto para o contágio por coronavírus, e quatro na cor laranja, de risco médio.


De acordo com o Executivo gaúcho, a classificação "reflete a alteração de indicadores monitorados pelo sistema estadual de enfrentamento à pandemia, com leve queda de internações e óbitos por covid-19". 

 

Ainda assim, 78,4% da população gaúcha tem "risco alto para esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do vírus no Estado", segundo o governo.


A classificação definitiva será divulgada na próxima segunda-feira (25), e valerá a partir de terça (26) até a segunda seguinte (2).

 

Estão em bandeira laranja as regiões de Caxias do Sul, Bagé, Cachoeira do Sul e Pelotas.

 

Na cor vermelha, estão as regiões de Canoas, Capão da Canoa, Cruz Alta, Erechim, Ijuí, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo, Taquara, Guaíba e Uruguaiana.

 

Segundo o governo, houve redução, no Estado, no número de pessoas confirmadas com covid-19 em leitos clínicos (-9%) e estabilidade nos internados em UTI. Foi registrada, ainda, estabilidade no número de casos ativos e, no acumulado desta semana, considerável redução dos óbitos (-19%). Também foi observada redução no número total de leitos de UTI ocupados.

 

As associações regionais que desejarem enviar pedido de reconsideração ao mapa preliminar têm até as 6h de domingo (24) para encaminhar a solicitação ao governo. Os pedidos serão analisados pelo Gabinete de Crise e o resultado será conhecido na segunda, com o anúncio do mapa definitivo.

 

14 regiões em bandeira vermelha atuam sob cogestão


Caso a classificação prévia, anunciada nesta sexta, seja mantida, as 14 regiões em bandeira vermelha que aderiram ao sistema de cogestão regional podem adotar os protocolos próprios compatíveis até o nível de restrição da bandeira laranja. Guaíba e Uruguaiana, que não aderiram à gestão compartilhada, e Santa Maria, que retirou a adesão à cogestão nesta semana, estão em vermelho e devem seguir os protocolos determinados pelo Estado.

 

As regiões de Pelotas, Caxias do Sul, Bagé, Cachoeira do Sul, classificadas em laranja e participantes do sistema de cogestão, podem utilizar protocolos de bandeira amarela, se estiverem previstos e atualizados nos seus planos regionais.


Necessidade do distanciamento


Mesmo com o início do plano de vacinação, a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, reforça que a pandemia não acabou, e o mapa preliminar continua refletindo a gravidade da situação do Rio Grande do Sul.

 

— A vacina chegou, mas a quantidade ainda é pequena diante da população que deverá ser vacinada. Portanto, mais uma vez, salientamos a importância do cuidado individual, com o próximo, do uso dos equipamentos de proteção, especialmente a máscara, de lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel e ter cuidados básicos. O mapa de hoje (sexta) revela justamente que a maioria das regiões está em risco alto. Toda a população deve continuar em estado de alerta porque o vírus segue circulando — afirma Arita.

 

Na segunda-feira (18), o governo do Estado recebeu do Ministério da Saúde um lote de 341,8 mil unidades da CoronaVac, vacina fabricada pelo Instituto Butantan em parceria com o Sinovac. Inicialmente, foram distribuídas 170,8 mil doses, aproximadamente a metade do recebido. A outra parcela ficou armazenada para a aplicação da segunda dose da vacina, já que o governo federal não estipulou previsão de outra remessa de vacinas.

 

Neste momento, o público a ser vacinado são profissionais de saúde da linha de frente em hospitais, da área da atenção básica e rede de urgência e emergência, pessoas acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência de idosos e populações indígenas aldeadas.

Fonte: GZH

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