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| 09:08 | Saúde 4 min de leitura

Prefeituras do Norte do RS disponibilizam leitos e endurecem regras após aumento de casos de Covid-19 no oeste de SC

Chapecó registra colapso no sistema de saúde com internações em UTI. Secretaria da Saúde pretende rastrear mutações do coronavírus e frear o avanço da doença no RS

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Chapecó registra colapso no sistema de saúde com internações em UTI. Secretaria da Saúde pretende rastrear mutações do coronavírus e frear o avanço da doença no RS
Nonoai adota bandeira preta devido ao aumento de casos na cidade - Reprodução/RBS TV

A proximidade com o oeste catarinense e o aumento repentino de casos da Covid-19 em municípios da Região Norte têm feito as prefeituras buscarem alternativas para barrar o avanço da doença. Em Chapecó, a 100km de distância de Erechim, o sistema de saúde entrou em colapso.

 

Nesta quarta-feira (17), a Prefeitura de Frederico Westphalen proibiu som ao vivo e mecânico em estabelecimentos. Em Erechim, a prefeitura diz que se prepara tanto para receber pacientes de Chapecó quanto com medidas para evitar o aumento de infecções na cidade.

 

"Ligamos o sinal de alerta. Mantivemos a recomendação do governo do estado em não fazer a cogestão da bandeira vermelha para a bandeira laranja. Entendemos assim ser necessário para estancar o problema da Covid-19 e para as pessoas também entenderem que, ninguém sabe com certeza, mas o problema pode ser que venha para Erechim", observa o vice-prefeito Flávio Tirello.

 

A região Covid mais próxima à divisa com Santa Catarina é justamente a de Erechim, que ainda está com uma taxa de ocupação pouco superior a 60%, segundo a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Wasem Fagundes. De qualquer forma, a situação de Chapecó deixa o Rio Grande do Sul em alerta.


“O governo do estado, desde que começou a observar o aumento expressivo do número de casos no oeste catarinense, já fez contato com a nossa coordenadoria regional de saúde, a 11ª, que tem feito um trabalho junto aos hospitais da região, no sentido de que possamos ter leitos clínicos à disposição se houver aumento de necessidade de internações”, explica secretária de Saúde do RS, Arita Bergmann.

 

Nonoai é outra cidade que enfrenta o aumento de casos na região. A cidade fica a 20 quilômetros da divisa com Santa Catarina e a pouco menos de 40 quilômetros de Chapecó. O município permanece em bandeira preta do distanciamento social pelo menos até domingo que vem.

 

"É muito complicado, porque a gente também fica refém dessa situação toda, a gente fica exposto e de frente”, pondera o empresário Sady Milani.


Colapso em Chapecó


A cidade de Chapecó, no oeste catarinense e próxima ao norte gaúcho, enfrenta um aumento progressivo de casos da Covid-19 e o esgotamento de leitos hospitalares. A prefeitura considera que essa situação tenha causado um colapso na cidade.

 

"Quando você tem 95% de ocupação dos leitos você está próximo do colapso. Quando você tem 100% dos leitos ocupados, é colapso. Nós estamos transportando mais de 80 pessoas de Chapecó para outras regiões de Santa Catarina. Nós temos que abrir leitos é aqui. É muito sofrimento para as pessoas que moram aqui”, afirma o prefeito João Rodrigues.


A previsão é de que mais 20 leitos de UTI abram até o fim da semana. A prefeitura diz que a análise de especialistas é de que a cidade vive um surto por causa de uma variante do coronavírus. Mas ainda aguarda o resultado de exames para saber qual é.

 

“Agora nós estamos tendo jovens que estão internados, três recém-nascidos que estão na UTI. Então, é de todas as idades. E o mais grave é a velocidade de contágio, que faz com que a doença se agrave”, completa Rodrigues.

 

A Secretaria Estadual da Saúde afirma que trabalha pra identificar possíveis mutações do coronavírus.

 

“Conversamos com a prefeita do município de Nonoai, também nos colocando à disposição. Nós vamos colher algumas amostras e encaminharemos para análise para verificar o tipo de vírus que está circulando na região. Não temos ainda resultados. Mas realmente, neste momento, do ponto de vista da assistência está sob controle, mas o aumento no número de casos na região é preocupante, como é no estado do Rio Grande do Sul”, afirma Arita.

 

No processo de avaliação das bandeiras do distanciamento controlado, a região de Erechim apresentou piora na avaliação de um indicador de velocidade de propagação da macrorregião Norte, o que gerou elevação da média ponderada final para dentro dos parâmetros que determinam a bandeira final na cor vermelha.

 

Um alerta dessas regiões para todo o estado. “A diferença de nós para Manaus é que Manaus é um canto, uma ilha, lá no fundo. Nós, não, somos campo aberto. Nós emendamos com o Rio Grande, emendamos com o Paraná. Quem está em Porto Alegre vai a Chapecó. Então isso é o que me dá medo. Muito mais que o Amazonas, é que o possa acontecer conosco”, diz o prefeito de Chapecó.

Fonte: GZH

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