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14/08/2021 | 08:07 | Saúde

Conheça as diferenças entre as principais variantes do coronavírus

Atualmente, seis cepas se destacam pela preocupação que causam à Organização Mundial da Saúde

Atualmente, seis cepas se destacam pela preocupação que causam à Organização Mundial da Saúde
Variante Delta é considerada hoje a de maior preocupação mundial devido à velocidade de transmissão - jarun011 / stock.adobe.com

As autoridades internacionais de saúde observam com uma lupa as variantes do coronavírus, especialmente as que foram diagnosticadas recentemente em países como Estados Unidos e Peru. Além da preocupação mundial com a cepa Delta, que representou quase 90% dos casos de infectados a partir de julho deste ano em todo o planeta, conforme boletim da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgado no último domingo (8), há uma luz de alerta ligada para acompanhar duas novas mutações do coronavírus, identificadas como Iota e Lambda.


De acordo com os especialistas, a principal atenção é com a capacidade de transmissão e letalidade que essas novas variantes possuem em cenários fora dos países de origem. A variante Delta, por exemplo, comprovadamente é mais contagiosa e não seria mais letal do que as anteriores, já identificada em 135 países. A Iota e a Lambda, por sua vez, ainda não foram oficialmente localizadas fora dos Estados Unidos e do Peru, respectivamente. O virologista Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale, frisa que as novas cepas dependem de um grande número de infectados para ocorrerem com mais frequência:

— As mutações acontecem o tempo todo, mas as que vão se fixar, normalmente, são aquelas que levam o vírus a ter uma transmissibilidade mais alta para que ele consiga se disseminar mais. Gravidade, severidade da doença e letalidade, geralmente, não são um objetivo, pois, se ele mata muito, não vai conseguir infectar mais hospedeiros, porque ele vai matá-los antes que eles transmitam o agente. 


Saiba quais são os sintomas mais comuns da variante Delta do coronavírusSaiba quais são os sintomas mais comuns da variante Delta do coronavírus
Segundo o docente, a tendência é de que essas novas cepas evoluam para maior transmissibilidade e reduzam a severidade. Contudo, isso não significa que quaisquer alterações não possam acarretar mais gravidade da doença. Além disso, como a introdução desses vírus é relativamente recente na espécie humana, isso também pode significar mais gravidade em alguns casos. 

Outro ponto abordado pelos especialistas é que as mutações virais ocorrem, principalmente, em função da demora em completar a imunização de uma determinada região. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Guimarães da Fonseca, a principal forma de combater as variantes é aumentar a velocidade da imunização completa de uma população:

— Quanto mais lentamente a imunização com duas doses ocorre, maior é a probabilidade de que novas variantes apareçam. Por isso, é fundamental que a imunização não atrase. No caso da Delta, a grande diferença é a capacidade dela em infectar células rapidamente e produzir novos vírus através da célula infectada. Ela se multiplica mais rapidamente, tornando-se mais infecciosa.

As variantes Alfa, Beta, Gama e Delta são consideradas “variantes de preocupação”, conforme a Organização Mundial da Saúde. Isso significa que elas já se disseminaram além das regiões em que foram descobertas. Cepas como a Lambda e a Iota ainda são tratadas pelas autoridades como "variantes de atenção" porque foram oficialmente encontradas fora dos locais de origem. 

DIFERENÇAS ENTRE AS VARIANTES DO CORONAVÍRUS

Clique nos botões para ver cada uma delas

Alfa (GBR)Beta (RSA)Delta (IND)Gama (BRA)Iota (EUA)Lambda (PER)

ALFA (REINO UNIDO)
País de identificação Reino Unido
Transmissibilidade Alta
Transmissibilidade em números Cerca de 60% mais alta do que linhagens mais antigas
Letalidade/ mortalidade Alta. Houve muitos casos graves e mortes
Vacinas Apesar de protegerem contra casos graves, não impedem que o vacinado com duas doses se contamine e transmita o vírus
Prevalência No Brasil, não é predominante em nenhum Estado, porém, tem registros em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
Sintomas Mesmos do vírus original

Fontes: Fernando Spilki, virologista e professor da Feevale, OMS, Centers for Disease Control and Prevention

 

Fonte: GZH
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