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09/10/2021 | 07:19 | Saúde

Ministro da Saúde diz que pessoas entre 18 e 60 anos receberão uma dose de vacina contra a covid-19 em 2022

Informação foi divulgada em entrevista coletiva nesta sexta-feira; meta, segundo o ministério, é disponibilizar mais de 350 milhões de doses no ano que vem

Informação foi divulgada em entrevista coletiva nesta sexta-feira; meta, segundo o ministério, é disponibilizar mais de 350 milhões de doses no ano que vem
Reprodução/Internet

Em coletiva no início da noite desta sexta-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo brasileiro está em tratativas avançadas para aquisição de novas doses de vacinas contra a covid-19. A meta, segundo o ministro, é disponibilizar mais de 350 milhões de doses em 2022. 

Segundo o ministro, a vacinação será por faixa etária e não mais por grupos de risco porque há doses suficientes para toda a população, ao contrário do início da vacinação - quando havia um número menor de doses disponíveis. De acordo com Queiroga, serão adquiridas 100 milhões de doses de Pfizer, com possibilidade de ampliar em mais 50 milhões, e 12o milhões de doses de Astrazeneca, com possibilidade de ampliação para mais 60 milhões.  O investimento é de R$ 11 bilhões. Há, ainda, outras 134 milhões de doses que são saldo dos contratos deste ano. 

A escolha das duas vacinas se deve ao fato de ambas terem registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também foi considerado o custo-efetividade dos imunizantes de tecnologia recombinante e RNA mensageiro e por já estarem integradas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz , a meta é finalizar a vacinação de todos o brasileiros até o final deste ano, incluindo os selecionados para a dose de reforço. Até agora, 250 milhões de doses foram aplicadas, sendo quase 100 milhões de segunda dose. 

Ele ressaltou que ainda há dúvidas e perguntas a serem respondidas para planejar a nova campanha, como o público-alvo da vacinação, quais imunizantes usar e em quanto tempo desde a dose aplicada em 2021. Apesar disso, Cruz ressaltou que o governo já tem previsto um planejamento básico. Não há ainda, por exemplo, definição sobre os adolescentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, 93,2% do público-alvo recebeu a primeira dose e 61% está com a vacinação completa. 

O Ministério afirma, ainda, que, com o o fim da pandemia de covid-19, esperado para 2022, imunizantes que possuem apenas autorização de uso emergencial não poderão ser usados fora do ambiente pandêmico. É o caso da Janssen e da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, que na Anvisa segue como indicada para "uso emergencial". O ministro afirmou que uma das possibilidades é repassar para outros países as sobras das vacinas que não obtiverem o registro definitivo. Ele ainda ressaltou acreditar que ambas, mais à frente, receberão a liberação definitiva no Brasil.


Como será a vacinação em 2022

  • Uma dose de reforço para pessoas de 18 a 60 anos.
  • Duas doses para pessoas com mais de 60 anos e imunossuprimidos.
  • Vacinação por faixa etária decrescente, e não por grupo de risco.
  • Vacinação seis meses após a imunização completa em 2021 ou dose de reforço.
  • Duas doses para novos públicos, se houver ampliação (crianças e adolescentes).
  • Vacinação heteróloga: vacinado recebe imunizante diferente do aplicado no ano anterior.
  • Ao todo, devem ser necessárias 340 milhões de doses.
  • Utilização apenas de vacinas com registro definitivo pela Anvisa, o que exclui atualmente a CoronaVac e Janssen.
Fonte: GZH
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