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10/10/2021 | 08:37 | Geral

Ação do Sindicato dos Petroleiros vende botijão de gás a R$ 50 em Esteio

Petrobras anunciou reajuste de 7,2% no GLP a partir deste sábado (9). Produto ficou 34,67% mais caro nos últimos 12 meses. Estatal diz que medida busca evitar risco de desabastecimento.

Reprodução/Internet

A Petrobras faz o reajuste do botijão de gás quase mensalmente desde maio do ano pasado. Nos últimos 12 meses, até setembro, ficou 34,67% mais caro, e um novo aumento de 7,2% deve encarecer ainda mais o produto para o consumidor a partir deste fim de semana.

Mas, neste sábado (9), uma ação do Sindicato dos Petroleiros vendeu 100 botijões a R$ 50 em um drive-thru. Eles compraram o gás do fornecedor por R$ 90 e subsidiaram a diferença de R$ 40 para poder cobrar um valor mais baixo.

"A gente tem uma leitura de que o valor do produto disponibilizado para a população pode ser menor do que é praticado hoje. A Petrobras, como já fez em determinados momentos críticos da história, como em 2008, quando teve aula Crise do Petróleo, praticou preços abaixo do mercado. Ainda assim, naqueles anos, apresentou lucro", diz o presidente do Sindipetro Fernando Maia.

A Petrobras sustenta que fez esse novo reajuste do GLP após 95 dias com preços estáveis, e que durante esse período evitou repassar ao consumidor as mudanças causadas pelo preço internacional do petróleo e o dólar mais alto. De acordo com a estatal, esses ajustes são importantes para garantir que não tenha risco de desabastecimento no mercado.

Escalada nos preços
Os valores mais salgados iniciaram a escalada de alta em setembro do ano passado, fechando 2020 com quatro reajustes. Depois, de janeiro desse ano até agora, são mais oito aumentos sucessivos.

"É muito ruim, porque os consumidores não estão adaptados com essa política de aumentos subsequentes, um em cima do outro", reclama o gerente de revenda Gilcemar Rodrigues.

Fonte: G1

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