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| 07:58 | Saúde 2 min de leitura

Brasil fechará fronteiras aéreas para seis países da África a partir de segunda-feira, diz Casa Civil

Restrição atingirá os passageiros vindos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue

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Restrição atingirá os passageiros vindos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue
Reprodução/Internet

O Brasil fechará as fronteiras aéreas para passageiros vindos de seis países da África, por causa da nova variante do coronavírus, a Omicron. A informação foi confirmada na noite desta sexta-feira (26) pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. 

A restrição atingirá os passageiros vindos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. De acordo com Nogueira, uma portaria do governo federal será publicada no sábado (27) e a decisão entra em vigor na segunda-feira (29).

Segundo Nogueira, a decisão foi tomada em conjunto pela Casa Civil e pelos ministérios de Infraestrutura, Saúde e Justiça e Segurança Pública.

Nova variante
Detectada inicialmente em Botsuana, no sul do continente africano, e depois em maior número de casos na África do Sul, a cepa Omicron foi classificada nesta sexta-feira (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "variante de preocupação".

Fernando Spilki, virologista da Universidade Feevale, explica que a B.1.1.529, nomeada como Omicron, de acordo com o alfabeto grego, apareceu de forma mais expressiva em uma província no nordeste da África do Sul, em um surto entre estudantes universitários. Ao longo das últimas três semanas, o número de casos aumentou – a Omicron também já foi detectada em Hong Kong, Bélgica e Israel –, chamando a atenção de especialistas que integram o consórcio de universidades responsável pela vigilância genômica sul-africana. 

— A surpresa deles ao sequenciar essas amostras foi encontrar um vírus que tem um acúmulo de 32 mutações no gene da proteína Spike. Para as pessoas terem uma ideia, é mais ou menos o número de mutações que encontramos, às vezes, no genoma inteiro de uma linhagem nova de variante de sars-cov-2 — comenta Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.  

Fonte: GZH

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