06/01/2022 | 09:51 | Saúde
Cronograma para a faixa etária foi detalhado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde
Ao todo, o Brasil receberá pouco mais de 3,7 milhões de vacinas neste mês — serão três lotes de 1,248 milhão de doses cada um. Do primeiro lote, cerca de 60 mil doses devem vir para o Rio Grande do Sul. Segundo a secretária da Saúde do RS, Arita Bergmann, caso as doses sejam enviadas ao Estado na data prevista, a SES pode dar início ao repasse aos municípios no dia 17 de janeiro.
A partir deste passo, as prefeituras já podem começar a vacinar os pequenos. No Rio Grande do Sul, há 968,9 mil crianças com idade entre cinco e 11 anos aptas a receberem as doses, o que representa 4,73% no cenário nacional.
A vacinação das crianças seguirá uma ordem de prioridade:
Em seguida, a imunização será ampliada para crianças sem comorbidades, na seguinte ordem:
O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina será de oito semanas. A recomendação é diferente da que consta na bula da vacina pediátrica da Pfizer aprovada pela Anvisa, quando o intervalo orientado é de 21 dias (três semanas). Outras orientações incluem:
Avaliação de especialistas
Infectologistas ouvidos por GZH avaliam que a vacinação de crianças no país já deveria ter começado e destacam que a efetividade da imunização dependerá da adesão dos pais e responsáveis à campanha. Para eles, o processo foi atrasado devido à consulta pública.
— O próprio cronograma revela que, lamentavelmente, essa postergação ocorreu para dar voz a uma consulta pública que era inadequada. Isso acabou postergando algo por dias que não precisaria. Veja que, inclusive, já havia a compra agendada para este mês — ressalta o virologista, professor e pesquisador Fernando Spilki.
Questionado sobre a demora para o início do processo de imunização em crianças, o ministro Marcelo Queiroga foi enfático ao afirmar que “o Brasil está absolutamente dentro do prazo e não houve atraso nenhum”.