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07/01/2022 | 06:31 | Saúde

SC vive 'momento de descontrole da pandemia', diz especialista

Circulação da variante ômicron do vírus da Influenza A H3N2, além das festas de fim de ano e aglomerações são fatores que resultaram nas filas de pacientes, apontam pesquisadores.

Reprodução internet

Com filas em Unidades de Pronto Atendimento e postos de saúde, Santa Catarina vive "um momento de descontrole da pandemia", segundo a professora e epidemiologista do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Alexandra Boing.

Os especialistas ouvidos pelo g1 apontam para a circulação da variante ômicron do coronavírus e do vírus da Influenza A H3N2, além das festas de fim de ano e aglomerações como fatores que resultaram nas filas de pacientes.

Muitas cidades catarinenses têm registrado filas nestes primeiros dias de janeiro em unidades de saúde com pacientes com sintomas respiratórios. Em municípios turísticos, como Florianópolis e Balneário Camboriú, no litoral, também houve flagrantes de aglomerações em praias.

Para a professora Fabiana Trevisol, epidemiologista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), dois fatores contribuíram para o aumento no número de pacientes com sintomas respiratórios.

  • “A inserção da variante ômicron no nosso país, que coincidiu com as festas, que acabam tendo maior aglomeração, mais viagens nessa época, maior trânsito entre estados, entre países. Em aeroportos, portos, basta ver o exemplo dos cruzeiros. Junto a isso, um segundo fator foi a inserção da cepa H3N2”, afirmou Trevisol.

A especialista também alertou que essas doenças não são as únicas causas de sintomas respiratórios. “Além de Covid e Influenza A, a gente pode ter as gripes comuns, as gripes sazonais, quadros alérgicos, que são sintomas muito parecidos, que podem confundir”, disse.

A professora Betine Moehlecke Iser falou sobre a influência da grande quantidade de pessoas nas praias. "As festas de fim de ano, assim como o turismo nas praias, favoreceram novamente a aglomeração de pessoas e a circulação de vírus respiratórios", afirmou.

Para a professora Fabiana Trevisol, há uma relação entre esse período de recesso e o crescimento do número de pacientes com sintomas respiratórios.

“Sim, a gente pode associar as festas de final de ano, o turismo com o aumento do número de casos. Fundamental que as pessoas continuem tendo cuidado", afirmou Trevisol.

Números subestimados

A professora Alexandra Boing destacou que o ataque hacker ao site do Ministério da Saúde prejudicou o monitoramento da pandemia.

"O número [de pacientes] parece repentino em virtude do apagão de dados, entretanto, diante do surgimento da variante ômicron, flexibilizações e falta de fiscalização era esperado", afirmou.

De acordo com os boletins diários divulgados pelo governo do estado, houve um aumento significativo a partir de terça (4).

Fonte: G1

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