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13/01/2022 | 08:13 | Saúde

Brasil recebe primeiro lote da vacina da Pfizer para crianças de cinco a 11 anos

Remessa desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo, pouco antes das 5h

Remessa desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo, pouco antes das 5h
Reprodução internet

O Brasil recebeu, no final da madrugada desta quinta-feira (13), o primeiro lote da vacina da Pfizer contra covid-19 para crianças de cinco a 11 anos. Segundo o portal G1, a remessa, com 1.248 milhão de doses, chegou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), pouco antes das 5h. 

Os imunizantes foram encaminhados para Guarulhos, onde será feita a divisão e o começo da distribuição aos municípios. A quantidade exata para cada estado será divulgada ao longo do dia, mas o rateio segue respeitando o coeficiente de representatividade.

Como o Rio Grande do Sul tem cerca de 968 mil crianças entre 5 e 11 anos, a projeção é de receber 4,74% dos imunizantes, aproximadamente 59 mil doses. Conforme o ministério, o avião com as doses que serão destinadas ao Rio Grande do Sul tem previsão de decolar às 23h. O início da vacinação de crianças no Estado está marcada para o dia 19.

Em perguntas e respostas, veja os detalhes já definido para a vacinação em crianças no RS.
Todas as crianças serão vacinadas?

A vacina pediátrica da Pfizer será usada em crianças de cinco a 11 anos.

Quando começará a vacinação das crianças no RS?
O Rio Grande do Sul iniciará a imunização no dia 19 de janeiro. As primeiras doses serão aplicadas em crianças com 11 anos e imunossuprimidas, com deficiência permanente ou que tenham comorbidades, como asma, obesidade, doença neurológica, diabetes, doença cardiovascular, câncer, hipertensão, por exemplo. 

A vacinação terá idade escalonada?
Sim. Segundo a SES, a imunização obedecerá ordem decrescente, ou seja, meninos e meninas com 11 anos, depois os de 10, nove e assim por diante. O escalonamento por idade será adotado tanto para crianças com comorbidades quanto para as sem.

Quando deve iniciar a vacinação das crianças sem comorbidades?
Pela previsão da SES, ainda em janeiro é possível começar a vacinação da faixa etária de 11 anos sem doença associada. Para fevereiro, está previsto o público de 10 e de nove anos. E, em março, será a vez daquelas com oito anos. Para as outras idades, a SES aguarda a previsão de remessas de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Como fica a vacinação de crianças indígenas e quilombolas?
Crianças indígenas e quilombolas serão vacinadas conforme orientação futura do Ministério da Saúde, com doses destinadas a este público, de acordo com a SES. No primeiro lote de vacinas, o RS deve receber 3.911 doses que serão capazes de atender a toda população indígena com ao menos uma dose. 

Quantas crianças de cinco a 11 anos o RS vai vacinar?
O Rio Grande do Sul tem 968,9 mil crianças nesta faixa etária, desse total, 96.427 tem alguma doença; 3.911 pessoas são indígenas e 1.188, quilombolas.

Quantas doses da vacina pediátrica o RS receberá em janeiro?
O Brasil deve receber 4,3 milhões de doses de vacina da Pfizer em janeiro, sendo três lotes de 1,248 milhão unidades cada e mais uma quarta remessa com 600 mil doses. Já  o RS receberá 4,73% desse montante, o que equivale a cerca de 200 mil unidades. O rateio entre os municípios gaúchos, entretanto, ainda será definido pela SES.

As crianças poderão fazer a vacina no mesmo ambiente que os adultos e adolescentes?
Não. Conforme já havia sido divulgado pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS (Consems), a aplicação das doses deverá ser realizada em sala exclusiva, com um espaço para recepção de crianças e responsáveis, que deverão permanecer no local por 20 minutos. Eventos adversos após a vacinação devem ser notificados no e-SUS Notifica, sistema de registro do Ministério da Saúde.

As equipes de saúde precisão de novo treinamento para vacinar crianças?
Sim. A partir desta quarta-feira (12), a SES e o Consems iniciam uma capacitação dos vacinadores, indicados pelos municípios, que receberão orientações sobre a aplicação do imunizante. 

Fonte: GZH
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