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| 18:19 | Segurança 2 min de leitura

PF indicia 22 pessoas em esquema que movimentava R$ 2 milhões por mês na fronteira do RS com a Argentina

Investigadores também conseguiram bloqueio de R$ 29 milhões da organização criminosa

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Investigadores também conseguiram bloqueio de R$ 29 milhões da organização criminosa
Operação Peculium foi deflagrada em 23 de novembro de 2021, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, seis de prisão temporária e 14 medi

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito da Operação Peculium, que investigou a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. No relatório final, foram indiciadas 22 pessoas pelos crimes de fazer operar, sem a devida autorização, instituição financeira de câmbio; evasão de divisas; lavagem de dinheiro; e organização criminosa. Caso venham a ser condenados, podem pegar até 28 anos de prisão e multa.

Também foram bloqueados R$ 21 milhões em contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além disso, houve o sequestro judicial de 14 veículos e 11 imóveis, avaliados em R$ 8 milhões.

A Operação Peculium foi deflagrada em 23 de novembro de 2021, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, seis de prisão temporária e 14 medidas cautelares na cidade de São Borja. A investigação teve início em 2020, com a apreensão de US$ 35 mil transportados ocultos com a passageira de um veículo que trafegava na BR-285, na região do município da Fronteira Oeste.

Os investigadores levantaram a existência de organização criminosa que opera ilegalmente no mercado de câmbio na fronteira com a Argentina. O sistema funcionava por meio de doleiros/cambistas que comercializavam moedas estrangeiras com mais de 60 empresas de transporte rodoviário que fazem a rota do Mercosul. A empresa fazia o depósito, via TED e Pix, por exemplo, em contas de laranjas indicados. Posteriormente, o cambista disponibilizava o valor respectivo em moeda estrangeira ao caminhoneiro dessa transportadora.

Além disso, um dos cambistas possuía contas de crédito em postos de combustíveis na Argentina e disponibilizava recursos para seus “clientes/empresa”, permitindo que eles realizassem o abastecimento em solo estrangeiro.

Fonte: GZH

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