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| 06:00 | Geral 2 min de leitura

Número de famílias endividadas bate novo recorde no RS em março, diz Fecomércio

Em março de 2022, 96% das famílias do estado estavam endividadas, taxa que superou a do mês anterior (94,3%) e estabeleceu o maior percentural da série histórica, iniciada em 2010.

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Em março de 2022, 96% das famílias do estado estavam endividadas, taxa que superou a do mês anterior (94,3%) e estabeleceu o maior percentural da série histórica, iniciada em 2010.
Número de famílias endividadas bate recorde no RS, diz Fecomércio - Natalia Filippin/G1

O número de famílias endividadas bateu um novo recorde no Rio Grande do Sul. Em março de 2022, 96% das famílias do estado estavam endividadas, taxa que superou a do mês anterior (94,3%) e estabeleceu o maior percentual da série histórica medida pela Fecomércio-RS, iniciada em 2010. Em março do ano anterior, o índice registrava endividamento de 75% das famílias gaúchas.

Economistas alertam para o risco da inadimplência, que pode comprometer ainda mais a situação financeira de quem já está com o orçamento apertado. O cartão de crédito continua como o principal responsável: a cada 10 entrevistados, nove afirmaram que fizeram contas com o cartão.

"Em um cenário de inflação alta e juros crescendo, alguns sinais de alerta têm que se acender. No futuro, a gente pode ter um problema ainda mais grave de inadimplência", avalia Patrícia Palermo, economista da Fecomércio.

Entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos por mês (ou seja, até R$ 12,2 mil), mais de 97% afirmaram estar endividadas. Das famílias com renda mensal superior a 10 salários mínimos, quase 91% também revelaram a condição de endividadas.

O tempo médio de comprometimento com as dívidas foi de quase sete meses. Em março do ano passado, esse período era de menos de seis meses.

O que também cresce é o percentual de famílias com dívidas em atraso, com ao menos 35%.

Apesar desses indicadores, a taxa de quem afirma não ter perspectiva para o pagamento das contas segue perto da mínima histórica, em 2,4% — o que, para os economistas, mostra o empenho das famílias em buscar alternativas para honrar os compromissos.

"Quando você for assumir uma nova dívida, veja sua capacidade de pagamento, porque o que pode ser uma solução de curtíssimo prazo pode acabar virando um problema no longo prazo", avalia Patrícia Palermo.

Fonte: G1

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