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02/06/2022 | 18:36 | Saúde

RS aguarda doses de Pfizer e ainda não tem data para começar a aplicar reforço contra a covid-19 em adolescentes

Secretaria Estadual da Saúde (SES) solicitou 500 mil doses do imunizante ao governo federal e ainda não recebeu retorno sobre o pedido

Reprodução internet

Seis dias depois da recomendação anunciada pelo Mistério da Saúde, na sexta-feira (27), o Rio Grande do Sul aguarda nova remessa de vacinas da Pfizer para aplicar a dose de reforço contra a covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos. Ainda não há data prevista para o início desta etapa.

Os imunizantes indicados pelo governo federal são o da Pfizer, preferencialmente, ou a CoronaVac, em caso de indisponibilidade do primeiro. Na semana passada, antes da nova diretiva do ministério, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) solicitou o envio de 500 mil doses de Pfizer devido à falta desse imunizante na maior parte dos municípios e, conforme a assessoria de imprensa da pasta, já prevendo a possibilidade de ampliação da vacinação para novos públicos.

De acordo com levantamento da SES, o Estado tem, em diferentes localidades, um total de 55 mil doses de CoronaVac, que não seriam suficientes para contemplar todos os adolescentes com a terceira dose e poderiam, na avaliação dos gestores, provocar transtornos na campanha, pela desigualdade no acesso.

Na faixa etária dos 12 aos 17 anos, até agora, no Rio Grande do Sul, 784.541 mil adolescentes tomaram a primeira dose, e 646.886 mil, a segunda. A SES disse, nesta quinta-feira (2), não poder informar a parcela que estaria apta a receber o reforço agora, considerando-se que deve ser observado um intervalo de quatro meses para a terceira injeção.

A SES ainda não recebeu retorno sobre o pedido feito ao ministério e, segundo a assessoria, tentava contato com Brasília no início desta tarde. 

Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alega não dispor de doses suficientes do imunizante da Pfizer e que aguarda a distribuição de mais vacinas, pedidas à SES. O início da aplicação do reforço só deverá começar após o recebimento dessa remessa. 

O que diz a nota técnica do Ministério da Saúde 

  • Uma dose de reforço da vacina covid-19 para todos os indivíduos com 12 a 17 anos de idade, que deverá ser administrada a partir de quatro meses após a última dose do esquema vacinal primário.  
  • O imunizante recomendado para a dose de reforço dos adolescentes com 12 a 17 anos deve ser da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer), independente do imunizante aplicado no esquema primário.  
  • De maneira alternativa, se houver indisponibilidade da vacina Pfizer por motivos logísticos ou de acesso, a vacina inativada CoronaVac poderá ser utilizada como dose de reforço.  
  • Adolescentes gestantes ou puérperas, no momento da vacinação, devem receber como dose de reforço o imunizante da Pfizer. Alternativamente, se houver indisponibilidade da vacina Pfizer por motivos logísticos ou de acesso, a vacina inativada CoronaVac poderá ser utilizada para este fim.

Fonte: GZH

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