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18/06/2022 | 07:26 | Saúde

RS confirma segundo caso de varíola dos macacos

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), não há relação com primeiro caso do Estado

Reprodução internet

Foi confirmado nesta sexta-feira (17) o segundo caso importado de varíola dos macacos no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual da Saúde (SES), definição saiu após o resultado de exame laboratorial no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. 

Trata-se de um residente de Porto Alegre, de 34 anos, com histórico de viagens a países europeus onde já foi confirmada a doença. O homem passou por atendimento médico nas últimas semanas e encontra-se em acompanhamento . Conforme informações divulgadas pela SES, ele apresenta quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado, assim como seus contatos.

Não há relação de contato desse com o outro caso que já foi confirmado no RS, que foi de um residente de Portugal em viagem à Capital. Ambos são considerados pela SES casos importados, por serem em pessoas com histórico recente de viagem a outros países. Fora esses dois confirmados, não há registro de outros casos considerados suspeitos.  

Dados do Ministério da Saúde registram, além do RS, outros cinco casos no país: quatro em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Nove casos seguem em investigação.

Conforme nota divulgada pela pasta nacional, "medidas de controle foram adotadas de forma imediata, como isolamento e rastreamento de contatos em voo internacional com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)". 

Sobre a doença
Esta é uma doença viral, e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. A doença causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. 

A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, com posterior cicatrização. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

O diagnóstico da doença é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. 

Quais os sintomas da varíola dos macacos?
Os sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias. Depois, aparecem erupções - no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.  

Como é transmitida?
A infecção nos casos iniciais se deve ao contato direto com sangue, fluidos corporais, lesões na pele ou membranas mucosas de animais infectados. A transmissão secundária, de pessoa para pessoa, pode ser resultado do contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias, lesões na pele de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados com fluidos biológicos ou materiais das lesões de um paciente.

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