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| 06:15 | Saúde 2 min de leitura

Quarta dose pode reduzir o risco de morte em até 16 vezes, aponta balanço da Secretaria Estadual da Saúde

Redução da mortalidade é maior na faixa etária de 40 a 59 anos, mas aparece em todos os públicos

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Redução da mortalidade é maior na faixa etária de 40 a 59 anos, mas aparece em todos os públicos
RS tem mais pessoas com a quarta dose em atraso do que as vacinadas com quatro injeções - Mateus Bruxel / Agencia RBS

Completar o esquema vacinal com a segunda dose de reforço contra a covid-19 pode diminuir em até 16 vezes o risco de morte pela doença em determinadas idades. A redução é apresentada no balanço da situação vacinal entre as pessoas que morreram por complicações provocadas pelo coronavírus, divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). 

De acordo com os dados, a maior redução do risco é entre as pessoas de 40 a 59 anos: enquanto aqueles com a quarta dose têm uma taxa de mortalidade de 2,79 por 100 mil pessoas por ano, o índice sobe para 44,9 para quem não tem o esquema primário completo (não vacinados com nenhuma dose ou com uma injeção no esquema de vacinas de duas aplicações). Nesta faixa etária, ter o segundo reforço também reduz em mais da metade a mortalidade, quando comparado com a pessoa que tem apenas a terceira dose.  

A redução do risco aparece ainda em outros públicos. Entre os idosos, que integram o grupo considerado mais vulnerável à covid-19, a taxa de mortalidade é até oito vezes menor para quem já fez a quarta dose, em relação a quem não tem o esquema primário completo. Também é possível observar redução quando se compara com as pessoas acima de 60 anos que têm somente um reforço ou apenas o esquema primário.  

Para Tani Ranieri, diretora do Cevs, a análise reforça o que vem sendo percebido em outras oportunidades desde o início da vacinação contra o coronavírus: 

— Quanto mais completo é o esquema vacinal do indivíduo, maior chance ele tem de não evoluir para hospitalização ou óbito. O segundo reforço, que na última análise nossa ainda não estava disponível, trouxe uma redução significativa nas taxas de mortalidade. 

Somente no Rio Grande do Sul, mais de 5 milhões de pessoas estão com alguma dose de reforço em atraso. Cerca de 2,2 milhões referem-se apenas à quarta dose – o número é maior do que a população que já recebeu essa aplicação até o momento: 1,97 milhão. Outras 3 milhões estão com o primeiro reforço em atraso e mais 651 mil estão com a segunda dose do esquema primário não realizada no devido intervalo.  

Fonte: GZH

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