O Rio Grande do Sul tem 91% dos seu território infestado pelo Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. O risco de contaminação é considerado alto também para chikungunya e zika vírus em 454 dos 497 municípios gaúchos.
Porto Alegre, Erechim, na Região Norte, e Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, são as cidades com o maior número de notificações da doença. As informações constam em comunicado emitido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) na segunda-feira (6).
De acordo com o documento, nas cinco primeiras semanas do ano, 40 casos de dengue foram confirmados no RS. Houve 706 notificações. O número é 3% menor do que no mesmo período do ano passado, mas de acordo com especialistas é preciso considerar a série histórica, que começou em 2015.
- "A gente tá, sim, com casos notificados acima dessa média histórica e tem nos preocupado nesse sentido. As pessoas estão acometidas de uma patologia e estão buscando atendimento", diz o diretor-adjunto do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Marcelo Vallandro.
A alta incidência de dengue e chikungunya em países vizinhos ao Rio Grande do Sul, como Argentina, também é motivo de preocupação para as autoridades de saúde. Além dos casos importados, trazidos por gaúchos que viajam para fora do estado, o Rio Grande do Sul é porta de entrada para milhares de turistas que procuram as praias nessa época do ano.
Ao contrário de outros anos, em 2022 a infestação atravessou até os meses mais frios. "Quando a gente identifica esse vetor e ele entra em um território ou região, é muito difícil que ele se erradique daquela localidade. Muitas vezes em épocas de inverno há uma diminuição do quantitativo desse vetor. Agora ele permanece, os ovos permanecem, o mosquito permanece, e aí o mais importante é que essas ações sejam perenes", explica Vallandro.
O Instituto Butantã, em São Paulo, começou em 2016 os estudos para a produção da vacina que protege contra a dengue. Ao todo, 16 centros de pesquisa participam em todo o país.
No Rio Grande do Sul, o Hospital São Lucas da PUCRS é um dos envolvidos no trabalho. São quase 900 voluntários. Na fase atual, acontece o acompanhamento dos participantes que receberam o imunizante e o placebo.






























































