Logomarca Paulo Marques Notícias


| 06:48 | Educação 4 min de leitura

Proposta de reajuste salarial para professores estaduais pode ser enviada à Assembleia Legislativa nesta terça-feira

Governo do Estado teve reunião com deputados estaduais no Palácio Piratini para tratar sobre o tema e expor o impacto financeiro aos cofres públicos

Compartilhar:
Governo do Estado teve reunião com deputados estaduais no Palácio Piratini para tratar sobre o tema e expor o impacto financeiro aos cofres públicos
Eduardo Leite comandou o encontro, que começou por volta das 17h - Mauricio Tonetto / Palácio Piratini / Divulgação

O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, confirmou que o governo do Estado pretende protocolar imediatamente o projeto de lei que trata do reajuste salarial para os professores. Isso pode ocorrer entre esta terça (28) e quarta-feira (1º), segundo Lemos, a depender do término da redação do projeto. 

O projeto de lei também será enviado para apreciação do Cpers, sindicato que representa a classe. Entretanto, esse procedimento não vai interferir no protocolo do projeto na Assembleia Legislativa.  

A declaração de Lemos foi dada a jornalistas logo após a reunião com deputados estaduais no Palácio Piratini nesta segunda-feira (27). Participaram do encontro parlamentares de partidos com maior proximidade com o governo e também aqueles que se declaram “independentes”, como integrantes do Republicanos e do Novo. 

Eduardo Leite comandou o encontro, que começou por volta das 17h.  A reunião foi fechada à imprensa. 

O governo do Estado propõe um reajuste de 9,45% para o salário dos professores estaduais. O objetivo é adequar a remuneração ao piso nacional. O Executivo garante que todos os docentes ganharão, no mínimo, o novo piso nacional, de R$ 4.420,55 para 40 horas de trabalho semanais. Além disso, o salário de entrada para professores com licenciatura plena será de R$ 4.651. Entretanto, o Cpers sempre manifestou desejo por uma reposição de 15%. 

Na reunião, o governo procurou conscientizar os deputados sobre o impacto financeiro do reajuste e, também, que a proposta atual é o melhor caminho a ser seguido. A tendência é de que ao menos os parlamentares do PSDB, MDB, PP, PTB, Podemos, PSB, PDT e União Brasil votem de forma favorável. 

Devido à divergência entre Estado e Cpers, a maioria dos deputados abordados por GZH não quis abrir voto na saída da reunião. “Vamos analisar” foi a frase mais ouvida. Porém, foi consenso entre os políticos ouvidos pela reportagem que o projeto está adequado à realidade financeira do Estado.  

O líder do governo no parlamento gaúcho, Frederico Antunes (PP), disse que, depois da exposição, todos os deputados presentes afirmaram estar de acordo com o entendimento do Estado. 

O Piratini tem esperança de que a proposta possa ser votada ainda em março, com pagamento de reajuste retroativo a janeiro, conforme contou o deputado Valdir Bonatto (PSDB). Gustavo Victorino (Republicanos) acha difícil uma tramitação tão ágil devido às características do tema. Ele acredita que a votação poderá ficar para abril.  

Como a proposta do governo do Estado não contempla os demais servidores das escolas, foi levantada a possibilidade de que esse público fosse contemplado por outro projeto de lei, mais para frente. No entanto, Lemos ainda não confirma a alternativa, em razão dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A fala do secretário-chefe da Casa Civil foi corroborada por Eduardo Leite em pronunciamento enviado à imprensa durante a noite.  

— A gente trabalhou com os deputados justamente a situação que o Estado tem em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal e termos atingido o limite prudencial na despesa com a folha, não por iniciativa do Estado, mas porque as receitas foram subtraídas. Isso estabelece limites nas possibilidades de reajustes. Só podemos conceder reajuste daquilo que houver previsão em lei — comentou o governador.  

Um dos pontos mais antipáticos da proposta é a absorção da chamada “parcela de irredutibilidade”, por meio da qual alguns servidores não receberão a totalidade dos 9,45% de reajuste, mas apenas parte deles, em função de vantagens acumuladas ao longo da carreira.  

A pauta dos professores tomou o tempo da maior parte do encontro. Na segunda parte da reunião, o governo expôs dados e ações no combate à estiagem.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre EDUCAÇÃO
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade