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| 05:05 | Segurança 2 min de leitura

Convocado para etapa final de prova de residência médica em hospital, Leandro Boldrini tem presença incerta

Médico, que cumpre pena em regime semiaberto pela morte do filho Bernardo, é um dos 13 candidatos em seleção que ocorre no dia 4 de janeiro

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Médico, que cumpre pena em regime semiaberto pela morte do filho Bernardo, é um dos 13 candidatos em seleção que ocorre no dia 4 de janeiro
Reprodução internet

Convocado a participar da etapa final do processo seletivo de um programa de residência médica, o médico Leandro Boldrini, condenado a 31 anos e oito meses de prisão pela morte do filho Bernardo Uglione Boldrini, ainda não confirmou sua presença

O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) informou nesta terça-feira (26) que ainda não houve contato de Boldrini ou de representantes da defesa sobre a participação dele na etapa promovida pela instituição de saúde. Ele tem até o dia 3 de janeiro para confirmar a presença. A prova final será no dia 4 e consiste em uma entrevista de avaliação sobre o currículo profissional.

Atualmente, Leandro Boldrini cumpre pena em regime semiaberto no Presídio Regional do município da Região Central. Ele concorre a vaga de residente em coloproctologia. O resultado final será divulgado em 11 de janeiro, segundo o hospital. O advogado dele, Rodrigo Grecelle Vares, disse que não conversou com Boldrini sobre o assunto.

Boldrini já havia participado de uma prova teórico-objetiva, em 19 de novembro, quando foi um dos 13 convocados no processo. O exame é organizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e seleciona um candidato. Se aprovado, Boldrini começará a atuar em 1º de março.

Segundo o Husm, o processo ocorre anualmente para todas as especialidades e não há ilegalidade na realização da prova, caso o apenado participe da última etapa do processo.

Procurado, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que avalia as questões éticas e técnicas, e que questões de natureza cível ou criminal cabem às esferas responsáveis. Em novembro, Boldrini foi absolvido no julgamento de um processo disciplinar no Cremers. No conselho, era apurada a conduta dele do ponto de vista ético.

Na última sexta-feira (22), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP) enviou ao Cremers uma petição de habilitação em que questiona a decisão do processo ético-disciplinar de Boldrini. O argumento do órgão foi de que apenas a instituição pode representar a criança no caso, já que a mãe e a avó de Bernardo faleceram. O conselho disse que recebeu a manifestação do MP e alegou que há interesse na participação do órgão no acompanhamento, para que fique esclarecido que o Cremers avalia apenas questões profissionais, e não o histórico criminal do médico.

Fonte: GZH

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