Facebook Instagram X WhatsApp


| 18:10 | Esporte 4 min de leitura

''Crime cometido por quem deveria dar proteção'', diz promotor de Justiça sobre diretoras presas em Serafina Corrêa

Mulheres são suspeitas de maus-tratos e tortura, mediante castigo, contra crianças com idades entre sete meses e quatro anos

Compartilhar:

promotor de Justiça Bruno Bonamente, que está respondendo pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) na Comarca de Guaporé, se manifestou, sexta-feira (26), sobre o caso das duas diretoras da Escola Infantil Ludicamente que foram presas por suspeita de maus-tratos contra crianças, no município de Serafina Corrêa. As mulheres, de 26 e 28 anos, estão presas preventivamente no Presídio Estadual de Guaporé desde quinta (25). Nesta sexta, houve busca e apreensão de celulares, e foram ouvidas testemunhas do caso. Os nomes das investigadas não foram divulgados pelas autoridades.

Em nota publicada no site do MP, o promotor Bonamente afirmou que o caso de maus-tratos e tortura, mediante castigo, contra crianças com idades entre sete meses e quatro anos, é um "crime que choca porque foi cometido justamente por quem deveria dar proteção, amor e carinho para pessoas, crianças, que não têm qualquer tipo de possibilidade de se proteger". 

Segundo Bonamente, medidas estão sendo tomadas desde a última quarta-feira (24), quando foi informado sobre o caso. As medidas são nas áreas da infância e juventude, criminal, educação e consumidor. O promotor se manifestou ainda a favor da prisão preventiva das diretoras e mencionou que ações de acolhimento às vítimas e familiares também estão sendo feitas

Para o promotor, na nota do MP, a primeira medida urgente foi instaurada nesta sexta na Promotoria da Justiça da Infância Juventude, que prevê um expediente para apurar todos os fatos relacionados ao caso da escola. O MP está atuando junto ao Conselho Tutelar para manter atendimentos frequentes em busca de minimizar danos psicológicos futuros. 

"A rede de apoio à escola vai ter que realizar todo um acompanhamento psicológico para eles (pais e alunos), além de contatos que já estamos iniciando com o município para uma realocação provisória dessas crianças na rede pública até haver o remanejamento delas para outros estabelecimentos de ensino", disse o promotor. 

Para Bonamente, na área de educação, por conta das condições vivenciadas na escola, o local não pode continuar funcionando. Para isso, serão acionados órgãos de fiscalização que devem verificar os trâmites necessários e possíveis. Enquanto isso, uma estratégia está sendo elaborada sobre orientação aos pais e responsáveis pelas crianças, para que busquem os direitos e possíveis ressarcimentos, visto que se trata de uma instituição particular. 

O Ministério Público deve continuar acompanhando o caso e seguir em contato com a Polícia Civil para a conclusão da investigação. Quando o inquérito for concluído e encaminhado à Promotoria, os dados devem ser reunidos para que uma denúncia seja apresentada ao Poder Judiciário. 

Contraponto

A advogada Verônica Almeida, que representa a escola na área de Lei Geral de Proteção de Dados (LGBD) e gestão, se manifestou à reportagem.

"Não há posicionamento neste momento, uma vez que estamos na instrução processual e há muito a ser feito. Cabe ressaltar que há outro colega responsável pela parte criminal, que tão logo possa manifestar, o fará”, diz a advogada. 

Conforme Verônica, o responsável pela parte criminal foi constituído na última semana para representar as diretoras no caso denunciado. Até a publicação desta matéria, a reportagem não conseguiu contato com o profissional.

Relembre o caso

Duas mulheres, de 26 e 28 anos, foram presas preventivamente nesta quinta-feira (25) em Serafina Corrêa. Elas são diretoras da escola de Educação Infantil Ludicamente localizada no centro da cidade. As duas são suspeitas de praticarem maus-tratos e tortura, mediante castigo, contra crianças com idades entre sete meses e quatro anos.

Segundo a investigação da Polícia Civil, os crimes teriam sido cometidos nos anos de 2022, 2023 e 2024. Com isso, a polícia solicitou as prisões preventivas ao Poder Judiciário de Guaporé e teve o pedido deferido. Elas foram encaminhadas ao Presídio de Guaporé.

O delegado de polícia Juliano Goelzer, titular da delegacia de Serafina Corrêa, não detalhou o caso, mas, afirmou que as investigações continuam.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre ESPORTE
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade