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26/02/2024 | 05:18 | Trânsito

Uma semana depois, família protesta por justiça em local de acidente no bairro São Cristóvão

Márcio Roberto Ribeiro morreu após colisão na Avenida Presidente Vargas, em Passo Fundo, no último domingo (18)

Márcio Roberto Ribeiro morreu após colisão na Avenida Presidente Vargas, em Passo Fundo, no último domingo (18)
Família planeja nova manifestação dentro de 30 dias. Kímberlly Kappenberg / Agência RBS

Na tarde deste domingo (25), exatamente uma semana depois do acidente que vitimou Márcio Roberto Ribeiro, 45 anos, familiares e amigos se reuniram para realizar um protesto pacífico por justiça. O local foi o cruzamento da Avenida Presidente Vargas com a Rua Claudino Toldo, no bairro São Cristóvão, em Passo Fundo.

Com cartazes, balões brancos e camisetas com o rosto de Márcio, dezenas de pessoas interromperam o trânsito na via por volta das 14h30min, o mesmo horário do acidente do dia 18 de fevereiro. Em discurso emocionado, Juliano da Silva Ribeiro, o irmão mais velho de Márcio, disse que nunca mais conseguirá passar pelo local sem se lembrar da tragédia.  

- É algo lamentável, na verdade a gente não queria estar aqui, muito menos fazendo essa manifestação. Mas estamos mobilizados para pedir por justiça, que o culpado não fique impune e que as autoridades possam dar essa resposta para nós - destacou.  

O grupo também pediu a conclusão das obras de revitalização na Avenida Presidente Vargas, com a inclusão de quebra-molas e de redutor de velocidade no trecho do acidente, para que outras famílias não percam entes querido para o trânsito.  

Outro ponto levantado foi a liberação do motorista envolvido no acidente. Márcio foi ejetado para fora da Ecosport que dirigia ao se chocar com um veículo Astra, cujo condutor estava embriagado no momento da colisão.

- A nossa indignação é porque o condutor não ficou nem 24 horas preso. Soubemos na delegacia que ele havia sido solto, mesmo depois de beber e dirigir. É revoltante – contou Elizandra Ribeiro, irmã da vítima.

Márcio trabalhava como pintor e deixou uma filha de 22 anos, além de seis irmãos e uma namorada. No dia do acidente ele havia saído para comprar o almoço de domingo e ingressos para um show, mas não voltou para casa.  

Relembre o caso
O acidente aconteceu por volta das 14h30min de domingo (18) no cruzamento da Avenida Presidente Vargas com a Rua Claudino Toldo, no bairro São Cristóvão.

Conforme a Brigada Militar, Ribeiro dirigia um veículo Ecosport no sentido centro-bairro quando, ao fazer a conversão para ingressar na rua, foi atingido na lateral por um Astra, que vinha no sentido contrário. Márcio chegou a ser socorrido e foi conduzido em estado grave para atendimento no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O condutor do Astra fez o teste do etilômetro, que confirmou índice de embriaguez de 0,89 mg/l na prova e 0,96 mg/l na contraprova, bem acima do limite estipulado para configurar crime de trânsito. Por isso, foi detido e levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) no dia do acidente, mas acabou liberado já na segunda-feira (19).

A família espera ter respostas dentro de um mês, caso contrário planeja novas manifestações pedindo a resolução do caso. 

- Se não for resolvido, daqui 30 dias a gente volta e vai fazer de novo. Isso aqui não vai ser em vão, a vida do meu irmão não foi em vão. A gente quer que isso não se repita mais – finalizou Juliano da Silva Ribeiro.

Fonte: GZH
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