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| 06:14 | Trânsito 3 min de leitura

BR-386, a estrada da morte no Rio Grande do Sul

Com menos de 20% de pista duplicada, rodovia federal foi a que mais fez vítimas no ano passado

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Com menos de 20% de pista duplicada, rodovia federal foi a que mais fez vítimas no ano passado
Trecho do km 300 da BR-386, em Pouso Novo, é um dos mais perigosos (Foto: Lidiane Mallmann / Especial)
Os sete mortos na BR-386, na noite de quarta-feira, integram uma longa lista fúnebre produzida por uma rodovia considerada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como a mais violenta do Rio Grande do Sul.
Em 2013, os 448 quilômetros da estrada ceifaram 84 vidas – foi a via federal gaúcha mais mortal no ano passado. Responsável por 13% das colisões em rodovias federais no ano passado, a BR-386 matou mais do que a BR-290 (83 vítimas) e a BR-116 (81 mortes).
Conheça o percurso de risco
A falta de duplicação e uma pista apinhada de caminhões é uma das principais razões para o grande número de acidentes graves. Menos de 20% da extensão total é duplicada. Entre Tabaí e Canoas, são 63 quilômetros, de Lajeado a Estrela, são 11, e, na região de Pouso Novo, mais oito. O trecho que liga Tabaí a Estrela está sendo duplicado, mas ainda não está pronto para o tráfego de veículos.
Conhecida como estrada da produção, responsável pelo escoamento de boa parte da safra gaúcha, a rodovia liga o Noroeste à Região Metropolitana – é a que mais recebe transporte de cargas. O km 307, onde um caminhoneiro perdeu o controle do veículo e provocou o acidente com sete vítimas fatais, faz parte de um dos trechos mais perigosos. Perto dali, junto ao km 300, em Pouso Novo, a placa “Atenção. Declive e curvas acentuadas. Verifique os freios” está encoberta pela vegetação. 
Construída na década de 1970, a rodovia que se inicia em Iraí, na divisa com Santa Catarina, e se estende até Canoas tem piorado a cada ano. Com a retirada dos pedágios, em meados do ano passado, houve aumento de 30% no movimento, conforme estimativa do inspetor Adão Vilmar Madril, chefe da 4ª Delegacia da PRF no Estado. Ele lembra que a estrada recebe também grande número de ônibus, por ser uma rodovia que atende a diversas linhas para o Interior e também o principal corredor de quem vem de Ciudad del Este, no Paraguai.
Conforme o inspetor, a retirada dos pedágios trouxe outro problema, a demora para chegada de socorro. Na quarta-feira, bombeiros e ambulâncias se deslocaram de Lajeado, a cerca de 40 quilômetros, para atender à ocorrência. 
– Este tempo até a chegada do socorro é uma grande preocupação nossa – ressalta Madril, para quem um objeto de contenção entre as faixas de rolamento, como uma mureta, poderia ter evitado o choque entre o Tipo e o Uno.
Dnit aguarda estudo para executar serviço na rodovia
O rompimento com a praça de pedágio é justamente o argumento para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não tenha respostas imediata para o problema. Por meio da assessoria de imprensa, o órgão respondeu que o trecho foi recebido recentemente do Estado. 
E justificou que, em dezembro passado, foi assinada uma ordem de serviço para a realização de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica  e Ambiental, que começou a ser executado em janeiro. Somente depois deste estudo ficar pronto é que o órgão conseguirá “identificar as intervenções necessárias que devem ser executadas na rodovia”.

Fonte: Zero Hora

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