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| 19:00 | Saúde 3 min de leitura

Com 57 casos, RS ultrapassa o número de mortes por dengue de 2023

Secretaria Estadual da Saúde confirmou, nesta sexta-feira (5), mais quatro vítimas

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Secretaria Estadual da Saúde confirmou, nesta sexta-feira (5), mais quatro vítimas

Em pouco mais de três meses, o número de mortes por dengue no Rio Grande do Sul ultrapassou o total de óbitos de todo o ano passado. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou, nesta sexta-feira (5), mais quatro vítimas e o número de pessoas que morreram pela doença chegou a 57 em 2024. Em 2023, foram 54 mortes em 12 meses.

As vítimas mais recentes são quatro pessoas idosas, todas com comorbidades. Elas residiam em Santa Rosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Independência.

Para o virologista Fernando Spilki, a incidência de temperaturas mais elevadas registradas neste ano e o cenário de chuvas mais volumosas e frequentes no Estado estão entre os principais motivos da alta de casos, e consequentemente de mortes. 

— Com esse acúmulo de eventos que tivemos, uma temperatura que vem batendo recordes para essa fase de final de verão, entrada de outono, a gente tem uma dinâmica que nos leva a uma quantidade de casos que vai incidir lamentavelmente uma velocidade grande, no que tange a aumentar o número de óbitos quando comparado com as nossas epidemias anteriores — analisa o virologista.

Em fevereiro, o próprio Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) atrelou os fenômenos climáticos como o El Niño e as chuvas intensas ao aumento do número de casos de dengue no Estado. 

A cidade que mais registra óbitos pela doença é Novo Hamburgo, com oito mortes, seguida por São Leopoldo, com sete. Ambas estão localizadas no Vale do Sinos. Santa Rosa é o terceiro município, com cinco mortes registradas. Porto Alegre tem um óbito pela doença.

2022 é o ano recorde de casos no RS

O recorde de óbitos por dengue é de 2022, com 66 mortes em 12 meses. Mesmo assim, para o virologista Fernando Spilki, 2024 pode ser o mais letal pela doença no RS.

— Naquele ano, a velocidade com que essa curva subiu não foi tão intensa quanto neste ano. Gostaria muito de ser otimista, mas, infelizmente, se continuar no mesmo motor que temos, com o número recorde de casos e ainda com temperaturas que se mantêm em um nível relativamente alto para essa época do ano, você pode ter uma conjunção de fatores que pode, infelizmente, nos levar a um número maior do que aquele. — afirma Spilki.

Devido a situação epidemiológica, o Estado decretou situação de emergência no dia 12 de março. Até agora, são 44.035 casos confirmados da doença apenas este ano.

Fonte: GZH

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