Facebook Instagram X WhatsApp


| 06:48 | Geral 5 min de leitura

Auxílio de R$ 5,1 mil será pago apenas a quem teve residência atingida no RS

Prefeituras terão de informar áreas afetadas por alagamento ou deslizamento de terra e lista de beneficiários; famílias precisarão confirmar solicitação a partir de segunda-feira

Compartilhar:
Prefeituras terão de informar áreas afetadas por alagamento ou deslizamento de terra e lista de beneficiários; famílias precisarão confirmar solicitação a partir de segunda-feira
A sugestão do governo é de que auxílio seja usado na compra de itens perdidos, como geladeira, fogão, colchão e máquina de lavar. André Ávila / Agenci

Anunciado no dia 16 de maio pelo governo Lula, o auxílio de R$ 5,1 mil será pago apenas a quem teve a moradia atingida pela enchente ou por deslizamentos de terra em decorrência do desastre climático no Rio Grande do Sul. O dinheiro começará a ser depositado a partir da próxima semana nas contas dos beneficiários. 

A medida provisória (MP) que criou o Auxílio Reconstrução indicava que o pagamento seria feito a "famílias desalojadas ou desabrigadas nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul com estado de calamidade pública ou situação de emergência". No entanto, de acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), nem todas as pessoas que tiveram de sair de casa vão receber o recurso.

É o caso, por exemplo, de quem deixou o imóvel por prevenção, mas cuja residência não foi atingida por inundação ou deslizamento de terra. Ou do morador do quarto andar de um prédio que teve apenas o andar térreo alagado.

Nesta semana, a pasta federal publicou um informe detalhando em quais situações o auxílio deve ser pago. Entretanto, em casos específicos, a decisão sobre cadastrar ou não uma família caberá às prefeituras. Ao mesmo tempo em que isso provoca insegurança jurídica, gera receio de fraudes no pagamento em ano eleitoral.

Na terça-feira, o MIDR e a Controladoria-Geral da União enviaram carta aos prefeitos gaúchos pedindo agilidade no cadastramento e, ao mesmo tempo, recomendando zelo na "veracidade das informações prestadas" e alertando que haverá fiscalização posterior para "identificar e corrigir eventuais desvios".

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Luciano Orsi, afirma que a orientação recebida do governo federal é de cadastrar pessoas que residem em imóveis alagados ou atingidos por deslizamentos, mesmo no caso de as famílias não terem saído de casa.

— A redação da MP realmente deixa um pouco de dúvida. Em todos os momentos, o governo colocou que o pagamento é para quem perdeu móveis e eletrodomésticos ou teve estruturas atingidas. Seria importante uma adequação ao texto para que não se negue o benefício a alguém apenas por burocracia, que não é o objetivo — diz Orsi, prefeito de Campo Bom.

O governo federal ativou na segunda-feira (20) o sistema para que as prefeituras informem as áreas afetadas e a lista de beneficiários. Na próxima segunda (27), será aberto o portal para que o responsável pela família — de preferência uma mulher — confirme a solicitação.

Correndo contra o tempo para cadastrar os beneficiários, as prefeituras gaúchas adotaram diferentes estratégias. Em Campo Bom, equipes estão fazendo visitas domiciliares para conferir a situação de cada imóvel. Em Esteio, na Região Metropolitana, a prefeitura publicou uma lista com as áreas atingidas e pede que os beneficiários preencham um formulário eletrônico informando os dados. Estratégia semelhante foi adotada na vizinha Canoas.

Em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, Pelotas, no Sul e Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, haverá tanto o formulário virtual quanto atendimentos presenciais. Já em Muçum, no Vale do Taquari, o cadastramento será feito pelos agentes de saúde, que depois repassarão os dados para a área de Assistência Social.

— Os municípios têm feito de formas diferentes, mas não cremos que isso vá mudar o resultado. Recomendamos que haja uma interação entre a Defesa Civil, a Assistência Social e a Secretaria de Obras, que verifica in loco onde houve danos, além de consulta a imagens de satélite para ver onde foi a mancha da inundação — sugere o presidente da Famurs.

Para os prefeitos interessados, a Polícia Federal disponibilizou acesso gratuito a imagens de satélite de alta resolução das regiões atingidas, mediante pedido via e-mail.

Fiscalização

Por se tratar de um programa emergencial, cujos recursos serão liberados em poucos dias, a fiscalização sobre o Auxílio Reconstrução será posterior ao início dos pagamentos. A análise ficará a cargo da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conforme o diretor de Controle e Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Roberto Tadeu de Souza Júnior, a Corte local poderá atuar em parceria com o TCU caso seja preciso checar alguma informação in loco.

— Se porventura houver má-fé ou pagamento equivocado, haverá responsabilização posterior. No entanto, se não for algo sistematizado ou de má-fé, pode entrar em uma margem de erro aceitável para esse tipo de programa — pondera Souza.

Na carta enviada aos prefeitos, a CGU alerta que servidores públicos que prestarem informações incorretas podem ser penalizados pela prática de peculato digital (inserção de dados falsos em sistema de informações). Já o cidadão que receber indevidamente o auxílio terá de devolver o dinheiro e poderá responder pela prática de falsidade ideológica.

Cadastramento começa na segunda

Os beneficiários do Auxílio Reconstrução poderão acessar a partir de segunda-feira o portal em que confirmarão a solicitação do recurso. Para isso, entretanto, precisam constar no cadastro submetido ao governo federal pelas prefeituras.

O acesso será por meio da conta GovBR. Após a confirmação no sistema, o recurso será depositado em conta da Caixa Econômica Federal em até dois dias. Para quem não possui, será aberta uma conta poupança.

Veja aqui o passo a passo para receber o auxílio.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade